segunda-feira, 31 de agosto de 2009

RELATO DE UMA RODA DE TERAPIA COMUNITARIA

APRENDENDO A DIVIDIR AS RESPONSABILIDADES...

Faltavam 20 minutos para o início da TC e, enquanto esperávamos a chegada de outros participantes, cantávamos. Colhemos algumas músicas, nos animamos juntos e cantando convidamos outros. Estava tão festivo, que acharam que já tínhamos começado...

Iniciamos a TC com uma brincadeira coletada pelo próprio grupo. Uma ciranda, pé no chão, bate com a mão... gira para um lado, gira pro outro. Todos à vontade...

Chegando a hora de falar... uma pessoa disse que estava indignada com as coisas que via errado e se sentia impotente por não fazer nada, mas que não queria “falar” naquele dia. Perguntei... Quer trazer isso como uma situação para compartilharmos hoje? Ela disse que sim.... O tema que trouxe foi escolhido... A princípio, muitos estavam indignados com alguma situação em suas vidas que não podiam mudar.... Contextualizamos a situação trazida... Desmembrou-se. Chegamos a uma conclusão... A indignação não era apenas com algo ali, que via e que não podia concertar. Isso se estendia durante toda a sua vida. Ela se sentia responsável por tudo e por todos desde sempre e se via sob excesso de pressão porque as coisas às vezes não podiam por ela ser controladas ou evitadas.

Na partilha, problematizamos, dividimos e contamos as nossas histórias. Ali, uma participante falou. Eu já passei por isso.... Já vivi cheia de preocupação, não agüentava mais, estava sempre vivendo a vida dos outros. Eu perguntei... Fulana... o que você fez para mudar essa situação? O que você fez para se sentir melhor? Como superou isso? Ela disse... Dividi as responsabilidades. Um pouco pra eles, um pouco pra mim. Assim eu fico mais leve. Estou feliz agora e agora posso viver melhor...
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Encerramos num balanço suave e acolhedor...
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por Marcelo Pimentel Abdala Costa
Psicólogo CRP 05/29636
Terapeuta Comunitário

Danças Circulares

A amiga Clarice Líbano, bióloga e especialista em Danças Circulares e Sagradas, estará realizando no dia 19 de setembro, a Oficina de Aprendizado de Danças Circulares em Teresópolis - RJ. Propõe ao grupo, através da dança, integração, acolhimento e celebração.



Informações:
Clarice Líbano claricelibano@yahoo.com.br

domingo, 30 de agosto de 2009

John Winston Lennon, Os Beatles

Pouca coisa poderia ser dita que não batesse no estereótipo. Algo gostaria, no entanto, de tentar dizer, a partir do visto em entrevista de Raimundo Fagner na televisão, dias atrás. Lembrava o compositor e cantor cearense, em moda nos tempos em que cheguei ao Brasil, como os Beatles influenciaram a sua vida. Contou que seu pai e seus irmãos disputavam o banheiro para cantarem em casa, e que ele mesmo aprendera sozinho a tocar violão, graças ao instrumento ganhado de padres salesianos que elaboravam tais tipos de objetos, na sua infância.

Escutando Fagner falar, vendo seu rosto e as suas expressões, lembrava de algo que ele dissera: I wanna hold your hand foi a canção que mais o impactou naquela época, na sua infância. Algo nele mudo para sempre ao ouvir essa música. Comigo, fora Twist and Shout. Lembro que quando ouvi pela primeira vez essa canção, estava no colégio interno. Um colega nosso, Ringo Tealdi, tocava bateria e algumas dessas canções eram ouvidas entre nós. Eu soube que eu era possível, que eu podia ser. Anos depois, já de volta em Mendoza, na minha cidade natal, os Beatles continuavam a tocar e a subir nas paradas de sucesso. Cada novo disco deles era como que um embalo para a vida.

Eram tempos difíceis. Anos de fatos que não devo lembrar. Fatos que marcaram a minha vida ao ponto de hoje, mais de 30 anos depois, não poder mais ouvir algumas palavras, sequer alusões a determinadas coisas. Mas não é para lembrar o que hoje não posso nem devo lembrar, e sim para lembrar o que me permitiu estar agora, nesta manhã de 31 de agosto de 2009, estar escrevendo estas coisas, e lembrando daqueles quatro cantores e músicos que tornaram possível a vida de gente como eu, espalhada aos milhares pelo mundo afora. Estados Unidos se prepara ara instalar bases militares na Colômbia, repetindo fatos e situações que levaram a sentimentos que nunca mais devem se repetir na vida de ninguém.

É necessário que se reflita e em tempo se detenha essa iniciativa. Não é tempo disso, das coisas que os que passamos por aqueles anos, não podemos sequer evocar. É tempo de recordar o que deteve a escalada da violência naqueles e nestes tempos, e eu os Beatles, de um modo ou de outro, estão sempre a recordar: Nothing you can do that can´t be done. Não há nada que possas fazer que não possa ser feito. Tudo que precisas é amor. All you need is love. Love, love, love. Qué pode superar o poder do amor. Nem crenças, nem instituições ou ideologias, nada pode ser maior ou mais forte do que o amor. E ele toca o coração de todas as pessoas. Nesta madrugada em eu estas linhas são escritas, quero recordar algo que também os Beatles e John Lennon nos lembram. O poder da paz, e aí a figura de Mahatma Gandhi é evocada, sem dúvida.

Paz e amor, bandeiras daqueles tempos e destes tempos, de todo tempo. Obrigado, John, obrigado, Paul, George, e sobre tudo Ringo. Obrigado por nos lembrarem, agora e sempre, de que há uma única revolução inadiável, uma que não envolve agressões a ninguém nem a nós mesmos, e que está únicamente nas nossas mãos, a revolução interior. Gandhi disse alguma vez, ter assumido a imensa tarefa de tentar mudar a única pessoa que ele poderia mudar, a sí mesmo. Os Beatles nos lembram da luz interior, a mudança de mente e coração, imprscindível para ver o outro e a outra pessoa como um semelhante. Não um igual que não somos produção em série, mas um semelhante, alguém em que, como em mim e nas folhas e nas estrelas, no brilho do sol e no mistério da vida, está manifesta a vontade desse ser a quem chamamos de Deus, a Divina Mãe, Pacha Mama, Inti, ou como possamos chamá-lo ou chamá-la.

Que mais do que de novas crenças, precisamos de novas experiências, como Gandhi fazia e os Beatles também fizeram e continuam a fazer, com a sua constante presença no mundo de hoje. Paz, amor. Não sei como possam a ti, leitor ou leitora, soar estas palavras. Não estou querendo convencer ninguém de nada. Apenas partilhar coisas que sinto que devo escrever nesta madrugada.

sábado, 29 de agosto de 2009

Formação de terapeutas comunitários em Sousa, PB

Entre os dias 24 e 28 de agosto de 2009, realizou-se na cidade de Sousa, o segundo módulo do curso de formação em terapia comunitária organizado pelo MISC-PB em colaboração com o Programa de Posgraduação em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba. Na oportunidade, mais de 60 cursistas oriundos da própria cidade, bem como dos municípios de Pau dos Ferros, Santa Luzia, Bonito de Santa Fé, Cajazeiras, e outros lugares, se reuniram no Centro de Formação e Treinamento de Professores, para trabalharem suas competências no cuidado à saúde, de acordo com o livro do Prof Adalberto de Paula Barreto, onde está fundamentada a terapia comunitária integrativa e sistêmica. Esta tecnologia de cuidado se baseia, entre outras coisas, na resiliência, a carência que gera competência. Outro dos pilares, o pensamento de Paulo Freire, estabelece a horizontalidade e a circularidade do saber, na busca da autonomia da pessoa e da comunidade. O pensamento sistêmico e a teoria da comunicação humana, unidos à antropologia cultural, completam a fundamentação desta atividade. As pessoas, na sua maioria, trabalham na estratégia de Saúde da Família, sendo na sua grande maioria, agentes comunitários de saúde, poucos/as médicos/as, pedagogos, etc, ligados ao cuidado humano. Nestes encontros, trocam-se experiências, se fortalecem vínculos entre as pessoas, frequentemente premidas por urgências da sobrevivência e relações de trabalho. A busca de si, a necessidade da pessoa ser o que ela é e não o que os outros desejam que seja, ouviu-se com ênfase na avaliação final dos cinco dias de vivência, da parte de muitos dos participantes. Outros, enfatizaram a necessidade de evitarem julgamentos na relação com os participantes das rodas de terapia e do público que atendem. Vivências como as do sol e da lua, do feminino e do masculino em cada um, mostraram a alguns e algumas, a importância do autoconhecimento das próprias fases e da realidade interna, para um agir de acordo com a própria natureza e não de maneira mecânica, técnica. Chama a atenção, nestes eventos, a socialização e a partilha de saberes antigos, populares e cientificos, religiosos de variadas origens, amalgamados na reconstrução constante de uma humanidade mais aberta à pluralidade e ao respeito às diferenças, mais solidária, num esforço permanente de conhecimento pessoal e coletivo, nas bases da sociedade.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Conversas com Adalberto Barreto

A Entrevista abaixo, dividida em três partes, fora realizada pelo Terapeuta Comunitário Luiz Fernando Sarmento







Para adquiri-la, entre em contato com Luiz pelo telefone (21) 2205.9785 ou pelo e-mail luizfernandosarmento@gmail.com

http://videolog.uol.com.br/luizfernandosarmento
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domingo, 23 de agosto de 2009

Redes Comunitárias

"O que é Rede Comunitária?

Redes Comunitárias promovem conexões para cooperar, trocar, construir parceiras entre comunidades populares, instituições públicas, privadas e do terceiro setor.

A Rede é um espaço coletivo, que prevê a participação de todos. Detalhe fundamental: na Rede, pessoas e instituições diferentes interagem em termos de igualdade".



http://www.redescomunitarias.org.br

"(...)O site Redes Comunitárias faz parte do projeto
desenvolvido originalmente pelo Serviço Social do Comércio – Sesc Rio.

Nas Redes Comunitárias, pessoas e instituições diferentes
interagem em termos de igualdade.

O objetivo deste site é ampliar conexões, promover parcerias,
fortalecer iniciativas sociais e comunitárias.

Este espaço facilita a comunicação
entre quem oferece e quem procura.
Fazer algo pelo bem estar de todos
está ao nosso alcance.

Cada um de nós tem algo a oferecer.
Algo que temos a mais e que poderá ser útil a outros:
bens materiais, conhecimento, acessos,
espaços, trabalho voluntário, recursos,
afeto, carinho, atenção...

Muitos de nós procuram exatamente por aquilo
que outros podem oferecer"

PARTICIPE!

Fonte: http://www.redescomunitarias.org.br

Parlendas

"As parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre as crianças. Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algunas delas, foram criadas, há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.


Parlendas com os alunos da Escola Irene Ortega de Mirassol D'Oeste-MT

Alguns exemplos de parlendas:

Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.

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Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?
Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo com os braços, num movimento gracioso.
Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças".

Fonte: http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/parlendas.htm

PARTEIRAS DO RIO GRANDE DO SUL

Documentário que retrata a história de antigas parteiras do estado do Rio Grande do Sul. Diferentes mulheres que trouxeram ao mundo milhares de vidas.

Este documentário fez parte da exposição "Mulheres e Práticas de Saúde", no Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul. (www.muhm.org.br)



Direção: Felipe Henrique Gavioli Roteiro: Felipe Henrique Gavioli/Marli Gavioli Pesquisas e Entrevistas: Éverton Quevedo Documentário que retrata a história de antigas parteiras do estado do Rio G...
Direção: Felipe Henrique Gavioli
Roteiro: Felipe Henrique Gavioli/Marli Gavioli
Pesquisas e Entrevistas: Éverton Quevedo

BENZEDEIRAS E BENZEDURAS

Fez parte da exposição "Mulheres e Práticas de Saúde", no Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul. (www.muhm.org.br)



Direção e Roteiro: Felipe Henrique Gavioli
Pesquisas e entrevistas: Éverton Quevedo

Folhas e Rezas

Documentário (em 3 capítlos) da Cia BELUNA de Arte sobre a preservação da prática das rezadeiras e a crença na cura através do poder das plantas e das rezas






As Rezadeiras de Campina Grande



Matéria exibida pela TV Itararé/TV Cultura, sobre o 17° Encontro da Nova Consciência, realizado todos os anos sempre no período do Carnaval, em Campina Grande-PB.

http://novaconsciencia.multiply.com/

O Encontro da Nova Conscicência

Todos os anos durante o carnaval, Campina Grande se transforma em um espaço para a ciência, a cultura, a Arte, as Tradições Religiosas e tudo o que diz respeito ao Patrimônio Cultura Imaterial.

O Encontro da Nova Consciência é um evento único no mundo conseguindo envolver em um período de cinco dias, as maiores personalidades nacionais e internacionais, para a abordagem de temas de interesse da humanidade, exercitando a tolerância, o diálogo Inter-Religioso, o Desenvolvimento Sustentável e Inclusão Social.



http://novaconsciencia.multiply.com/

Jongos, Calangos e Folias. Música Negra, Memória

Jongos, Calangos e Folias. Música Negra, Mamória e Poesia é um documentário realizado pela Universidade Federal Fluminense, através do Laboratório de História Oral e Imagem ( http://www.historia.uff.br/labhoi ) e do Núcleo de Pesquisa em História Cultural ( http://www.historia.uff.br/nupehc ), com o apoio do Edital Petrobrás Cultural/2005. O filme coloca em diálogo, através de jongos, calangos e folias de reis, a memória e a história da última geração de africanos, chegada ao Rio de Janeiro na primeira metade do século XIX. Dá especial atenção à poesia presente nestas manifestações que saõ preticadas ainda hoje, no Rio de Janeiro, por muitos dos descendentes daqueles últimos escravos.

sábado, 22 de agosto de 2009

Terapia Comunitária no Chile


" Agora é a vez do Chile que nos recebera na próxima semana para as primeiras rodas que se realizarão lá.Selma Hinds e eu estamos arrumando as malas cheias de expectativas rumo a esta nova aventura que pode ser realizada graças ao trabalho de Verónica Virgílio, quem tem coordenado as visitas junto aos hospitais e municípios e tem convidado também pessoas de diferentes áreas da saúde ou da educação para participar das nossas rodas.
Esperamos que o frio que faz neste momento nessas terras não tire o calor das nossas rodas e o povo chileno nos acolha como sempre, como fala a canção: ... y verás cómo quieren en Chile al amigo cuando es forastero.
Então la vamos nós com a TC, cantando e falando agora em castelhano!"

Ervas derrubam preconceitos

Ações terapêuticas de espécies medicinais já são reconhecidas pelo Ministério da Saúde, universidades e órgãos públicos

Texto: Suely Gonçalves

Há 5 mil anos o homem usa as plantas para curar os males do corpo e da alma. Em um documento datado de 2.700 a.C estão organizadas 365 ervas medicinais, com suas ações terapêuticas. Hoje, o setor já movimenta mundialmente 520 milhões de dólares e se expande a um ritmo de 7% ao ano. Diante desses fatos, a ciência está deixando de lado o preconceito e esmiuçando esses estudos antigos. Afinal, há um consenso entre os estudiosos de que a busca por um estilo de vida mais saudável inclui o uso de medicamentos menos agressivos.

A Unifesp - Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, ministra um curso para médicos interessados em conhecer os segredos da fitoterapia. A primeira turma reuniu 30 doutores, que saíram de lá dispostos a integrar as plantas com comporvada eficácia ao tratamento de pacientes, desde que compravocada sua eficácia. A universidade preparou um manual que lista cerca de 80 plantas com seu princípio ativo, a dose recomendada e os efeitos colaterais. É a chamada fitomedicina, que junta o conhecimento empírico ao científico.

O Ministério da Saúde, por sua vez, instituiu no ano passado o Programa Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterapêuticas dentro do SUS - Sistema Único de Saúde, com orçamento de 893 milhões de reais. Na verdade, desde 2007 o SUS fornece medicamentos fitoterápicos para 12 estados. "O programa é um instrumento de geração de renda, de desenvolvimento local e estruturação da cadeia produtiva por mobilizar desde o cultivo da semente até a produção do fitoterápico", analisa José Miguel do Nascimento Júnior, diretor do departamento de Assistência Farmacêutica do Ministério da Saúde. Ele acentua que o custo médio para o desenvolvimento de um medicamento sintético gira em torno de 400 milhões de dólares. Quando se trata de um remédio à base de plantas esse preço cai para cerca de 100 mil dólares.

O IBPM - Instituto Brasileiro de Plantas Medicinais também já traçou seus objetivos e um deles é o intercâmbio e integração entre pesquisadores, tecnólogos, produtores e instituições que atuam na área. A experiência nesse setor atesta que são os pequenos que apresentam perfil adequado para cultivar plantas medicinais, porque são orgânicos na sua essência. Além disso, não fazendo cultivo em larga escala, promovem diferentes plantios numa mesma área como forma de proteger as espécies das pragas.

Hoje em dia, os quintais das casas simples onde vivem os habitantes das comunidades rurais estão sendo consideradas "sistemas agroflorestais domésticos". Eles se transformaram em objetos da etnobotânica, um ramo da biologia que investiga os conhecimentos de comunidades tradicionais (índios, caboclos, ribeirinhos, seringueiros, pequenos produtores rurais etc.) e procura empregar esses conhecimentos para solucionar problemas comunitários ou para fins conservacionistas. Trocando em miúdos, é a ciência aprendendo com a tradição e se beneficiando dela e vice-versa.

Como a etnobotânica é um grande auxiliar para a conservação do meio ambiente, ela tem interessado cada vez mais a juventude universitária. Três alunas da UFF - Universidade Federal Fluminense, Ana Mayumi Tamashiro, Mariana Martins Quinteiro e Moemy Gomes Moraes desenvolveram um trabalho junto a uma comunidade de Visconde de Mauá, RJ, baseado na utilização dos seus recursos naturais para fins medicinais e alimentares. Aliadas aos moradores, elas buscaram soluções capazes de gerar rendimentos de forma sustentável, sem agredir o meio ambiente. "É imprescindível ouvir essas pessoas para planejar estratégia. Temos muito o que aprender com elas", afirma Ana Mayumi. "É a ciência rompendo com o velho preconceito de que o uso de ervas é coisa de pobre", completa Mariana Quinteiro.

O Ceará acordou para essa realidade faz tempo, com a criação da Farmácia Viva. Hoje, o Núcleo de Fitoterapia da Secretaria de Saúde do estado é o principal responsável pelo abastecimento de fitoterápicos, disseminando a técnica para todos os municípios. Remédios como o xarope de chambá e o sabonete de alecrim-pimenta são produtos que já fazem parte das farmacinhas domésticas. Para amparar o projeto Farmácia Viva foram criadas hortas de plantas medicinais comunitárias. A Universidade Federal do Ceará desenvolveu pesquisas com inúmeras plantas com potencial medicinal no semiárido brasileiro. Resultado: 25 dessas espécies foram recomendadas pelo SUS. A Embrapa Agroindústria Tropical instalou em Fortaleza um horto de plantas medicinais contendo materiais genéticos para o desenvolvimento de pesquisas. "Essas ações tornam o Ceará referência em desenvolvimento de Fitoterápicos", orgulha-se Cássia Alves Pereira, engenheira agrônoma da Embrapa.

O Brasil deve muito a essas corajosas iniciativas. Mas é bom ficar atento ao relatório produzido por Weber Amaral, da USP - Universidade de São Paulo, e João Matos, da Beraca Brasmazon, Indústria de Oleaginosas e Produtos da Amazônia. "Os produtos oriundos da biodiversidade geralmente são coletados de forma extrativista ou possuem produção sazonal, são heterogêneos sob o ponto de vista da qualidade e possuem baixo valor agregado. Além disso, os grupos de pequenos agricultores nem sempre são capacitados para redigir ou entender contratos para a prestação de serviço para fornecedores de seus produtos a terceiros", dizem. E desatar esse cipoal de problemas é um desafio e tanto.
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sexta-feira, 21 de agosto de 2009

A poesia do Terapeuta Comunitário

ESTE ES MI LUGAR

Este es mi grupo de referencia
Mi red psicosocial de apoyo

El mundo, la vida, las veredas,
Las tiendas, los bares, los kioscos,
Las casas, las plazas, las playas.

Gente con nombre y apellido
Gente de salud social son mi pueblo
A ellas pertenezco.

(Poesia de Rolando Lazarte in "Resurrección")

Rolando Lazarte é Sociólogo e Terapeuta Comunitário
Movimento Integrado de Saúde Mental Comunitária da Paraíba - MISC - PB

http://miscpb.blogspot.com/
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segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Terapia Comunitária na Atenção Básica


O Projeto da Terapia Comunitária na Atenção Básica

A Terapia Comunitária e suas ações complementares, incentiva a co-responsabilidade na busca de novas alternativas existenciais e promove mudanças fundamentadas em três atitudes básicas:

1. Acolhimento respeitoso;
2. Formação de vínculos; e
3. Empoderamento das pessoas.

A terapia comunitária vem se inserindo na área da saúde congregando os mais diferentes atores sociais de diferentes classes sociais, profissões, raças, credos, partidos englobando agentes comunitários de saúde, profissionais da ESF, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, sociólogos,, numa prática de ação conjunta e complementar.
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O Projeto
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O Projeto de Implantação da Terapia Comunitária e Ações Complementares na Rede de Assistência à Saúde do SUS pretendem desenvolver nos profissionais da área da saúde, por meios de módulos teóricos e práticos, as competências necessárias para promover as redes de apoio social na atenção primária da saúde. A proposta prevê capacitar os profissionais da rede básica no sentido de prepará-los para lidar com os sofrimentos e demandas psicossociais, de forma a ampliar a resolutividade desse nível de atenção.
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Terapia Comunitária - TC - No Brasil
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A terapia comunitária sistêmica integrativa foi desenvolvida pelo Departamento de Saúde Comunitária da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará sobre a coordenação do Prof. Dr. Adalberto de Paula Barreto, com doutorado em psiquiatria e em antropologia e ainda licenciado em filosofia e teologia.
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O Brasil possui uma rede de 11.500 terapeutas comunitários atuando em todas regiões, 29 Pólos formadores vinculados a ABRATECOM – Associação Brasileira de Terapia Comunitária. São legitimados e reconhecidos pela ABRATECOM para conduzir a terapia comunitária, todos aqueles que cumprem as exigências de formação. Desta forma podem ser habilitados como terapeutas comunitários profissionais de várias áreas, incluindo líderes e agentes comunitários.
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Pólos Formadores da TC no Projeto MS e Cronograma
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sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Por que continuo sendo um terapeuta comunitário

Porque continuo sabendo ser este um modo pacífico de revolução constante, cotidiana, consciente, continuada, pelo qual muitos e muitas continuam dando a vida nos dias de hoje.

Anos atrás, lendo um texto do Prof. Adalberto Barreto, As dores da alma dos excluídos no Brasil, comecei a chorar. Não era de tristeza mas de alegria. Sentia que as dores da alma que nos deixara a ditadura militar argentina não foram em vão.

Em vão lutava havia já muitos anos, desde 1999, para ser preciso, quando um dia em Fortaleza, Ceará, decidira voltar a ser quem era antes do recebimento da carta que me transformara num morto em vida, num possível futuro desaparecido.

Tirando a esta expressão um tom panfletário que possa ferir a sensibilidade dos leitores e leitoras, posso ser mais preciso.

Naquela oportunidade, vieram à minha mente, como tantas vezes após 1977, o ano em que vim ao Brasil, cenas de desaparecimento, tortura, dor.

Nessa ocasião, contei chorando a Maria, minha companheira, por que chorava. O que eu via, o que eu sentia, o horror que ficara na minha alma, na minha mente, na minha vida, após aqueles anos infames, inqualificáveis, em que a vida não valia nada na Argentina.

Maria simplesmente fez uma pergunta, desse jeito que só ela tem de ser, de perguntar, de se defrontar com a vida:

--Mas eram argentinos os que faziam essas coisas?

Eu acordei de um pesadelo, ao ouvir essa pergunta.

Decidi, então, voltar a ser quem eu era antes do golpe, antes da resolução 919 da intervenção militar na Universidad Nacional de Cuyo de 19 de junho de 1976, que me expulsava, junto com dezenas de colegas estudantes e professores, por subversivo real ou potencial.

A distinção entre subversivo real ou potencial não fazia a diferença. Você iria morrer, morreria como morriam os seus colegas naqueles dias, sumiria, desapareceria, ninguém saberia mais de você.

Mas não morrera, ao menos não do modo previsto habitual, corriqueiro, normal, de morte morrida, fosse qual fosse a modalidade.

Morreria lentamente, dia a dia, minuto a minuto, em lenta agonia prolongada ao longo dos anos. Nunca mais seria eu mesmo.

Uma tortura infinita fora programada pelo engenho do ódio para os sobreviventes de 1976, e eu era um deles, e não sabia, mas sabia, soube, saberei sempre.

E ao ler o texto do prof Adalberto que ontem comecei, por minha conta, a traduzir ao espanhol, me dei conta de que eu não era o único, de que os migrantes nordestinos e hispanos que eu encontrara nos anos 77 em diante por São Paulo e Rio, os chilenos e paraibanos, pernambucanos e mineiros, gaúchos e capixabas que afluíam como eu para os corredores da Polícia Federal em São Paulo e para a presença do padre Mario Miotto da AVIM do parque Dom Pedro II, atrás de documentos, atrás de trabalho, atrás de um lugar sob o sol, do direito de existir, esses migrantes entre os que me contava, éramos essa massa de desenraizados, de pessoas sem alma que o Prof. Barreto tão bem retratava no seu texto.

Eu era um deles, um desses seres que perderam suas raízes, sua autoestima, sua razão de viver, sua autoimagem, sua memória, sua identidade.

Um morto vivo, como dissera Marcelo Nazar um dia.

Assim, me dei conta de que podia voltar, quis voltar, e continuei voltando, continuarei sempre, pois a vida é um caminho de volta, um caminho de regresso à pátria celestial em que estão Dom Fragoso, minha mãe, meus tios, minhas avós, e na qual estarei mesmo antes de morrer, porque, como Dom Fragoso dizia e agora eu sei, o reino de Deus é o presente, é o instante, é o aqui e agora.

É esta madrugada de domingo 9 de agosto de 2009, em que os pássaros começam a cantar e enseguida o céu a clarear, e que devo te deixar pois devo ir caminhar pela praia, viu?

Chau, até qualquer hora, ta? É isto.

Visite nosso blog MISC-PB http://miscpb.blogspot.com/

O que é ser um terapeuta comunitário

Um terapeuta comunitário é uma pessoa que quer sarar constantemente das suas neuras, das suas dificuldades pessoais, de, como pessoa deste tempo, homem ou mulher do século XXI, abrir caminho para seus sonhos, suas possibilidades e suas capacidades para ser feliz.

É alguém que aprendeu, de repente ou num processo, que não poderia sarar sozinho, pois que não fora sozinho que adoecesse. Suas dores foram coletivas, embora aninhadas no seu ser individual.

O terapeuta comunitário aprendeu a lembrar de si e lembrar outros de si mesmos. Não como técnica apenas, mas sobre tudo como prazer pessoal, como satisfação de ver o outro crescer no processo mútuo de construção da própria pessoa.

Um terapeuta comunitário é alguém que lembrou das suas raízes, do lugar e da família, do bairro ou da terra, da província ou do estado de origem. O terapeuta, ao lembrar de si, reconstitui a sua história, sua memória, seus afetos, suas lutas, e se torna um motivador da libertação pessoal e coletiva.

O terapeuta comunitário aprendeu que é dando que se recebe. No convívio com os pobres, rompeu barreiras que as socializações posteriores à primária, estabeleceram no seu ser, retomando o contato com a fonte viva da vida. A gratuidade e a generosidade das pessoas do meio popular, sua fé e solidariedade, sua esperança ativa, renovam no terapeuta comunitário a sua própria resiliência.

O terapeuta comunitário rompeu com o autismo universitário, com o egocentrismo intelectualista, com os preconceitos que o isolavam de si mesmo e da vida e das pessoas ao seu redor. Por viver em rede, ele se restitui constantemente à trama da vida. O símbolo da terapia comunitária, a teia da aranha, mostra o trabalho constante do ser humano, terapeuta ou não, por estabelecer conexões vitais em todas as direções. Para dentro e para fora. Consigo, contigo, com o passado, o presente e o futuro. Com Deus, com a terra, com os vizinhos, com as pessoas com que se encontra a qualquer momento e em qualquer lugar. O terapeuta comunitário é um germe do homem e da mulher novos pelos quais trabalharam, sonharam e morreram milhares de pessoas em todos os tempos e em distintos lugares da Terra.

Ele é uma semente de esperança viva e ativa.

E muitas outras coisas que iras descobrindo na tua própria caminhada.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

PAULO FREIRE

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"A amorosidade de que falo, o sonho pelo qual brigo e para cuja realizacao me preparo permanentemente, exigem em mim, na minha experiencia social, outra qualidade: a coragem de lutar ao lado da coragem de AMAR!!!"

"Não é, porém, a esperança um cruzar de braços e esperar. Movo-me na esperança enquanto luto e, se luto com esperança, espero."

"Se, na verdade, não estou no mundo para simplesmente a ele me adaptar, mas para transformá-lo; se não é possível mudá-lo sem um certo sonho ou projeto de mundo, devo usar toda possibilidade que tenha para não apenas falar de minha utopia, mas participar de práticas com ela coerentes".
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PAULO FREIRE *
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* A pedagogia de Paulo Freire constitui um dos pilares da Terapia Comunitária
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domingo, 9 de agosto de 2009

Marcha dos Usuários de Saúde Mental pela Reforma Psiquiátrica Antimanicomial!



MARCHA DOS USUÁRIOS À BRASÍLIA – POR UMA REFORMA PSIQUIÁTRICA ANTIMANICOMIAL

Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial – RENILA, com apoio de diversas entidades, está organizando para o dia 30 de setembro de 2009, a Marcha dos Usuários à Brasília – Por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial e conclama a todas as organizações, entidades e associações de usuários e familiares para se organizarem e Marchar rumo a Brasília.
Neste momento, forças contrárias à Reforma Psiquiátrica Brasileira, em movimento organizado, utilizam os meios de comunicação de massa, numa verdadeira campanha para frear e desacreditar o Sistema Único de Saúde – SUS e nossas conquistas da Luta Antimanicomial.

Nesses meios de comunicação são ouvidas autoridades e profissionais “doutores na matéria”. Casos mal sucedidos são pinçados e apresentados como regra, fragilizando o trabalho desenvolvido e influenciando negativamente a opinião pública, contra os avanços da Reforma Psiquiátrica.

A voz do usuário nunca aparece. Suas entidades não são procuradas pelos jornalistas e suas opiniões não são consideradas. Chega de covardia! Chega de manipulação da informação. Os usuários dos Serviços de Saúde Mental exigem que suas opiniões sejam levadas em consideração Os usuários durante anos, foram vítimas do abandono e da violência das internações psiquiátricas em hospitais asilares ou modernizados. São eles quem pode dizer o que querem. São eles, os que hoje frequentam os Serviços Substitutivos e que tem sua cidadania e inclusão social potencializada, é quem pode dizer que a Reforma Psiquiátrica Brasileira se constitui num patrimônio técnico, ético e político, do qual não estão dispostos a abrir mão. São eles, os usuários e familiares da Luta Antimanicomial, a prova viva de que os loucos podem viver em sociedade e que podem ser tratados em liberdade e com cidadania.

Exigimos que a voz do usuário seja ouvida!

Por isso a RENILA convida para juntos chegarmos em Marcha rumo a Brasília, partindo de todo o Brasil, onde durante todo o dia participaremos de atividades político-cultural e mostraremos nossa Força. A Marcha é um espaço de visibilidade expressão política dos usuários de Saúde Mental e suas organizações junto ao Governo Federal e a sociedade, com a finalidade de: defender o SUS, a Lei 10.216/01, reivindicar a realização da IV Conferência Nacional de Saúde Mental, a Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, evidenciar o protagonismo dos usuários e fortalecer a Organização Política dos Usuários.

Vamos organizar caravanas para que os verdadeiros protagonistas possam se apresentar em Brasília, de corpo presente, suas vozes e suas reivindicações, levando ao Presidente Lula e demais autoridades legislativas e judiciárias a disposição de luta em defesa de seus direitos. Se você quer ser ouvido e lutar por uma Reforma Psiquiátrica Antimanicomial, organize sua caravana!

Ajude a construir essa Marcha!

Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial:

Associação Chico Inácio (AM), Associação. dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de João Monlevade (MG), Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental de Minas Gerais (MG), Associação dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental do Estado de Goiás (GO), Associação Verde Esperança (MG), Associação Loucos por Você (MG), Fórum Cearense da Luta Antimanicomial (CE), Fórum Gaúcho de Saúde Mental (RS), Fórum Goiano de Saúde Mental (GO), Fórum Mineiro de Saúde Mental (MG), Instituto Damião Ximenes (CE), Movimento dos Usuários dos Serviços de Saúde Mental da Bahia (BA), Movimento Pró-Saúde Mental do Distrito Federal (DF), Núcleo Antimanicomial do Pará (PA), Núcleo da Luta Antimanicomial da Paraíba (PB), Núcleo de Estudos pela Superação do Manicômio (BA), Núcleo Estadual de Saúde Mental (AL), Núcleo Estadual do Movimento da Luta Antimanicomial (RN), Núcleo Libertando Subjetividades (PE) e Núcleo Por Uma Sociedade Sem Manicômios (SP)

Acompanhe o processo de mobilização: http://marchadosusuarios.blogspot.com/

Jornalismo e Saúde Mental



Informações: http://www.fundacaoastrazeneca.org/

Rodas de Terapia Comunitária no RJ

2a, 3a e 4a feira
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IPUB- Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro
(setor de família, prédio do Hospital Dia)
Rua Venceslau Brás 74,( fundos )
Fone 22955549
Segunda feira, quinzenalmente de 8:30 ås 10:00
Terapeutas: Carmen Pontual ( 99740970) , Carla Tolentino e Liora Berer
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Renascer, sede Parque Lage
Rua Jardim Botánico
Segundas, Terças e Quartas feiras das 11:00 às 12:30
Terapeutas: Frances, Leone, Maria Amélia, Cordélia e Claudia
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Instituto Noos
Rua Álvares Borgerth, 27 – Botafogo2579-2357 / 3283-9874
Terças e Quartas feiras das 17:00 às 18:30
Grupo aberto gratuito
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Clube Militar - Lagoa (sala de idiomas)
Rua Jardim Botânico 391 – Em frente ao Parque Lage8796-5151 / 81850041
Terças feiras das 19:30 às 21:00
Grupo aberto com doação entre R$5,00 e R$30,00 para utilização do espaço.
Terapeutas: Safira e Fernando
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Pequena Cruzada - Lagoa
Terças feiras das 19:30 às 21:00
Terapeutas: Claudia Villarino e Claudia Canha
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Centro Espírita Filhos de Deus – Hospital Curupaiti
Rua Godofredo Viana 64 – Tanque – Jacarepaguá
Terças feiras, quinzenalmente das 13:30 às 15:00
Terapeuta: Neide
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PSF Sana
Rua José de Jesus Júnior, s/n, Arraial do Sana, 6 distrito
Macaé, RJ.
Tel.: (22) 27932548
Rodas realizadas uma vez ao mês, sempre na terceira semana, terças-feiras, das 14 às 15.30 h.
Grupo aberto
Terapeutas: Angela e Melissa
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Casa do Caminho
Estrada do Imburo, km 2, s/n, Bairro Ajuda de Cima
(22) 2796-4545.
Grupo Aberto
terças-feiras, das 14.30 às 16.00 h, exceto na terceira semana do mês
Terapeutas: Angela e Melissa
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Con-tato
Rua Rosa e Silva 83, Grajaú
25714476
Quartas feiras às 18:00
Grupo aberto
Terapeutas: Claudia, Silvia, Tathy e Luis Fernando
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Hospital de Curupaiti - Central de Curativos Dr. Bezerra de Menezes
Rua Godofredo Viana, 64 - Tanque - Jacarepaguá
96168538
Quartas feiras de 10:00 às 12:00
Grupo aberto
Terapeutas: André e Neide
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APAE- Cabo Frio
Uma quarta feira por mês
Terapeuta: Rosemeire
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5a feira
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PSF Nova Holanda
Rua 4, 237, Nova Holanda (anexo).
quintas-feiras, das 14 às 15.30 h ( primeira e terceira semana do mês).
Grupo aberto
Terapeutas: Angela e Melissa
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6a feira
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CIEP Volta Grande III
Sexta feira das 13:00 às 14:30
Grupo aberto
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CIEP Volta Grande III
Sexta feira das 16:00 às 17:30
Grupo fechado para os alunos do local
Terapeutas: Fatinha, Fabíola e Carlos
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CREAS- Arlindo Rodrigues
Rua Desembargador Izidro 48
das 10:00 às 11:30
Grupo fechado
Terapeutas: Patricia, Maria José e Roberta
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PSF Nova Esperança
Rua 9, Nova Esperança.
às sextas-feiras, na terceira semana do mês, das 9 às 10.30 h.
Grupo aberto
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PSF Malvinas A/C
Rua H, 50, Malvinas
uma vez ao mês, na última semana, às sextas-feiras, das 9 às 10.30h
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Ilha da Conceição
Rua Salo Brand nº196PCIC
Niterói –RJ
sextas 13;30
Terapeuta: Vania
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Sábado
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Clínica Oficina do Corpo
Cabo Frio
início Abril/2009
Grupo aberto
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Fonte: Instituto Noos: http://www.noos.org.br/
http://conversatc.blogspot.com/

Formación de terapeutas comunitarios en Uruguay

Por Rolando Lazarte em 23/07/2009
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Entre los días 1 y 8 de julio de 2009, se realizó en Guaviyú, estación termal en el Depto. de Paysandú, Uruguay, el primer curso de formación de terapeutas comunitarios para América hispánica.
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Participaron el Prof. Adalberto Barreto, fundador de la terapia comunitaria, la Profa Miriam Rivalta, la Dra. Maria Filha, y los Dres/as Maria Djair Dias y Rolando Lazarte, este último, traductor del libro del Prof. Adalberto Barreto al castellano.
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En la oportunidad, se hicieron presentes, en calidad de cursistas, 25 personas actuando en comunidad, oriundas, en su mayoría, de la República Oriental del Uruguay, en evento que proyecta la Facultad de Enfermería de la Universidad de la República de ese país, ya que el curso tuvo patrocinio de la OPS/OMs y apoyo del Ministerio del Desarrollo Social, el organismo antidrogas de Uruguay, y la intendencia municipal de Paysandú. Varias enfermeras –además de la Profa Dra. Maria Filha—miembros del grupo de enfermeras experts en salud mental de la OPS, se hicieron presentes, entre ellas Maria Navarro, de Venezuela, Silvia Meliá, de Uruguay, y Luisa Dos Santos y Nora Margarita Jacquier, de Misiones, Argentina.
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De la República Bolivariana de Venezuela, además de la Profa Maria Navarro, del CEPRODUC/Universidad de Carabobo, y su compañero Angel Saez, y de Mendoza, Argentina, Marcelo Nazar, movilizador cultural y social.
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Con esta iniciativa, que capacita agentes sanitarios y de comunidad en la prevención del sufrimiento mental y emocional, ha sido dado el primer paso para la expansión en la América de habla hispánica, de la tecnología creada en Ceará, nordeste de Brasil, hace ya más de 21 años por el Prof. Adalberto Barreto, hoy política de salud en la atención básica de ese país, en marcha en Francia, Italia y Suiza.
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Como es sabido, la TC disminuye los gastos hospitalarios y de remedios en la atención básica del sistema de salud, una vez que cerca de 80 %, según reciente evaluación del Ministerio de la Salud de Brasil en convenio con la Universidade Federal do Ceará, son resueltos en las ruedas de TC. El resto, son encaminados a los especialistas, como psicólogos, psiquiatras, etc.
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El resultado, es un desahogo del sistema de salud, y una liberación de recursos del área social, que pueden y deben ser encaminados a sectores clave como la educación, la construcción de habitaciones populares, y la generación de empleo para jóvenes, entre otras prioridades.
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En la actual coyuntura económico-social, es mejor prevenir que curar, desde el punto de vista de la atención a las necesidades básicas de la población. Las Naciones Unidas, a través de programas como el PNUD y la medición de índices de desarrollo humano, promueven, frente a los gobiernos nacionales de determinadas áreas de América del Sur, municipios en que estas inversiones son priorizadas..
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El curso constó de cinco partes: (1) La llegada de los participantes, en su mayoría mujeres, casi todas enfermeras y uruguayas, con excepción de tres argentinas y una venezolana; (2) el curso en sí, que constaba de aspectos teóricos y técnicos, pero en su mayoría vivencial y de auto-conocimiento, que fue administrado por el equipo brasileño, integrado por cinco profesores que vivían en una cabaña de las termas, (3) almuerzo y cena, desayuno, servido en un restaurante del complejo turístico de Guaviyú, donde los participantes del curso se mezclaban con usuarios de las aguas termales de la localidad uruguaya, en esa época del año frecuentada por numerosos bañistas; (4) el trabajo de autoconocimiento, consistente sobre todo en el rescate de la perla (la herida que generó competencia) y el descubrirse vencedor/a (el niño/la niña interior, el primer maestro/maestra) y, finalmente, (5) el regreso a casa.
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La parte teórica consistió en una exposición de los cinco pilares básicos de la TC: la antropología cultural, la resiliencia, el pensamiento de Paulo Freire, el pensamiento sistémico, y la teoría de la comunicación humana.
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La parte de antropología cultural consistó en una provocación hacia la búsqueda de las raíces de la propia persona, su origen, quién es, quién fue, y quién quiere ser. Los valores son lo que somos, se compartió, no son lo que creemos o algo que tenemos, son lo que somos. Si creo en Dios y vivo en la academia donde Dios es negado, algo en mí empieza a morir. Si soy alegre en un clima donde no puedo reír sin ser castigado, empiezo a morir. Si soy alguien que gusta de abrazos y nadie a mi alrededor abraza o besa, empiezo a dejar de ser yo. La literatura, se dijo, nos da la posibilidad de reencontrar el camino de vuelta hacia quien somos. Borges, Anais Nin, Fernando Pessoa, Hermann Hesse.
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El pensamiento sistémico es ver las cosas integradamente, todo relacionado con todo, formando unidades, sistemas.
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Hoy se están analizando las evaluaciones de las/os participantes, para detectar los éxitos y puntos a mejorar, en la expectativa de ir perfeccionando el desempeño del equipo formador que, en breve, será cada vez más integrado por participantes locales.

Fonte: http://miscpb.blogspot.com/