Aconteceu semana passada de 8 a 15 de novembro de 2009 em Beberibe – Ceará o curso CUIDANDO DO CUIDADOR .Realizado por Adalberto Barreto , haviam aproximadamente 33 pessoas das mais diversas regiões , crenças , etínias e profissões . Mas todos unidos em um único ideal cuidar-se para cuidar do outro . Valeu galera agora estamos prontos que venha 2010 .
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
domingo, 15 de novembro de 2009
Terapia Comunitária - Inclusão x Normose
Primeiramente, gostaria de disponibilizar esse site www.inclusive.org.br... para quem quiser ver artigo na íntegra.
Como sabemos a TC prioriza muito a inclusão e Adalberto a circulação das informações... O artigo "somos todos diferentes. Ou não?, por Guga Dorea (jornalista) fala de seu diálogo imaginário ao refletir sobre a diversidade e entendê-la como algo enriquecedor, afinal todos nós assim como seu filho (portador de Sindrome de Down), temos dificuldades...a superar, a acrescentar, a ensinar, a integrar, enfim, a mostrar sem medo.
"...Trata-se de não pensar mais a vida como um objetivo a ser atingido e viver o ritmo singular de cada um de nós. Não é mais pensar em obstáculos não atingidos e deixar que momentos aparentemente irrisórios e sem importância tenham algum efeito em nosso corpo e mente. Entre um ponto e outro existem infinitos outros que devem e podem ser vividos. Para muitos, entretanto, o importante na vida é acelerar os passos, tornar-se o mais competitivo possível e superar limites ininterruptamente, sem levar em consideração a existência do outro. Há aqueles que fazem isso sem notar, sem levar em conta que a vida foi ficando para trás e criando estigmas a todo instante, mesmo que inconscientemente" (retirado do site)
" O que não podemos aceitar é que, ao propor-se a defesa e promoção dos direitos humanos, a exclusão também seja praticada. Se os organismos das Nações Unidas perceberem a necessidade de retratar a sociedade em seu mais amplo e fiel recorte e as próximas campanhas considerarem a diversidade humana em sua maior dimensão possível então finalmente estaremos diante da lição que o recém falecido antropólogo francês Claude Lévi-Strauss nos deixou a convite da UNESCO em fins da II Guerra Mundial: a de que não há hierarquia na diversidade e representá-la só faz sentido se por inteiro.
*Lúcio Carvalho - Coordenador da Inclusive – Agência para Promoção da Inclusão
Diante disso que possamos continuar levando para nossas rodas e brigar pela inclusão...então abaixo a Normose...
"E aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." (Friedrich Nietzsche)
"NORMOSE" (a doença de ser normal) Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre nossas vidas? Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada. Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes. Michel Schimidt Psicoterapeuta
Como sabemos a TC prioriza muito a inclusão e Adalberto a circulação das informações... O artigo "somos todos diferentes. Ou não?, por Guga Dorea (jornalista) fala de seu diálogo imaginário ao refletir sobre a diversidade e entendê-la como algo enriquecedor, afinal todos nós assim como seu filho (portador de Sindrome de Down), temos dificuldades...a superar, a acrescentar, a ensinar, a integrar, enfim, a mostrar sem medo.
"...Trata-se de não pensar mais a vida como um objetivo a ser atingido e viver o ritmo singular de cada um de nós. Não é mais pensar em obstáculos não atingidos e deixar que momentos aparentemente irrisórios e sem importância tenham algum efeito em nosso corpo e mente. Entre um ponto e outro existem infinitos outros que devem e podem ser vividos. Para muitos, entretanto, o importante na vida é acelerar os passos, tornar-se o mais competitivo possível e superar limites ininterruptamente, sem levar em consideração a existência do outro. Há aqueles que fazem isso sem notar, sem levar em conta que a vida foi ficando para trás e criando estigmas a todo instante, mesmo que inconscientemente" (retirado do site)
" O que não podemos aceitar é que, ao propor-se a defesa e promoção dos direitos humanos, a exclusão também seja praticada. Se os organismos das Nações Unidas perceberem a necessidade de retratar a sociedade em seu mais amplo e fiel recorte e as próximas campanhas considerarem a diversidade humana em sua maior dimensão possível então finalmente estaremos diante da lição que o recém falecido antropólogo francês Claude Lévi-Strauss nos deixou a convite da UNESCO em fins da II Guerra Mundial: a de que não há hierarquia na diversidade e representá-la só faz sentido se por inteiro.
*Lúcio Carvalho - Coordenador da Inclusive – Agência para Promoção da Inclusão
Diante disso que possamos continuar levando para nossas rodas e brigar pela inclusão...então abaixo a Normose...
"E aqueles que foram vistos dançando, foram julgados insanos por aqueles que não podiam escutar a música." (Friedrich Nietzsche)
"NORMOSE" (a doença de ser normal) Todo mundo quer se encaixar num padrão. Só que o padrão propagado não é exatamente fácil de alcançar. O sujeito "normal" é magro, alegre, belo, sociável, e bem-sucedido. Bebe socialmente, está de bem com a vida, não pode parecer de forma alguma que está passando por algum problema. Quem não se "normaliza", quem não se encaixa nesses padrões, acaba adoecendo. A angústia de não ser o que os outros esperam de nós gera bulimias, depressões, síndromes do pânico e outras manifestações de não enquadramento. A pergunta a ser feita é: quem espera o quê de nós? Quem são esses ditadores de comportamento que "exercem" tanto poder sobre nossas vidas? Nenhum João, Zé ou Ana bate à sua porta exigindo que você seja assim ou assado. Quem nos exige é uma coletividade abstrata que ganha "presença" através de modelos de comportamento amplamente divulgados. A normose não é brincadeira. Ela estimula a inveja, a auto-depreciação e a ânsia de querer ser o que não se precisa ser. Você precisa de quantos pares de sapato? Comparecer em quantas festas por mês? Pesar quantos quilos até o verão chegar? Então, como aliviar os sintomas desta doença? Um pouco de auto-estima basta. Pense nas pessoas que você mais admira: não são as que seguem todas as regras bovinamente, e sim, aquelas que desenvolveram personalidade própria e arcaram com os riscos de viver uma vida a seu modo. Criaram o seu "normal" e jogaram fora a fórmula, não patentearam, não passaram adiante. O normal de cada um tem que ser original. Não adianta querer tomar para si as ilusões e desejos dos outros. É fraude. E uma vida fraudulenta faz sofrer demais. Eu simpatizo cada vez mais com aqueles que lutam para remover obstáculos mentais e emocionais e tentam viver de forma mais íntegra, simples e sincera. Para mim são os verdadeiros normais, porque não conseguem colocar máscaras ou simular situações. Se parecem sofrer, é porque estão sofrendo. E se estão sorrindo, é porque a alma lhes é iluminada. Por isso divulgue o alerta: a normose está doutrinando erradamente muitos homens e mulheres que poderiam, se quisessem, ser bem mais autênticos e felizes. Michel Schimidt Psicoterapeuta
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domingo, 8 de novembro de 2009
O Acolher, gesto que cativa e nutre
Acolher é uma característica humana (contudo não é um processo automático; Acolher pres-supõe sair de si para ir ao encontro do outro). Acolher é levar através de um abraço, sorriso ou aperto de mão, da escuta generosa, a boa nova a toda pessoa que estiver a sua volta. É Receber com atenção e cortesia. Dar ou prestar atenção a algo. O que integra as pessoas → Atitudes, Escuta, Diálogo, Reflexão.
Dificuldades existem: dentro de nós, no ambiente que vivemos, no caminho que trilhamos
com as outras pessoas... Portanto, o acolhimento traz a possibilidade de enriquecimento pessoal e de enriquecimento do trabalho, porque ele envolve pessoas.
Algumas dicas:
PONTUALIDADE: Seja pontual e responsável com o grupo. A acolhida começa quando a pessoa chega ao grupo e só termina quando ela sai pra sua vida cotidiana.
RECEPTIVIDADE: É fundamental que estejamos abertos à convivência e ao diálogo com todos aqueles que vêm participar do grupo, SEM NENHUM TIPO DE PRECONCEITO e abertos ao encontro.
ACOLHIMENTO: Procure (1) - olhar os participante nos olhos; (2) – procure chamá-lo pelo nome; (3) - dê um aperto de mão, um abraço que transmita segurança, mostre que está aberto para dar e receber ajuda também.
CRIATIVIDADE: Aproveite a criatividade e crie novas formas de acolher. Com palavras de louvor, músicas, abraços, enfim, não existe fórmula, mas busque sempre surpreender os participantes do grupo.
AUTENTICIDADE: Seja você mesmo. Muitas pessoas menosprezam sua capacidade de levar ajuda ao companheiro. Cada um tem seu próprio modo de contribuir com a Acolhida. Quando não tiver disponível ou mesmo sem paciência no momento que alguém precisar de apoio, seja sincero e depois num outro momento acolha, afinal somos cuidadores, porém humanos, cheios de limitações e problemas, mas lembre-se: Se não for pra ajudar, não atrapalhe os participantes, uma ajuda falsa ou ironias, desacolhem. "Ser gente e tratar pessoas como gente nos faz cada vez mais gente".
Texto: Hildebrando Menezes Acolher reflexivo
É ato generoso...acolher o outro.
Sonhar bem junto... Fazer o conjunto.
Dar o colo quente...Ouvir contente.
Abraçar somente.Silenciar a mente.
Tocar em gente.Olhar o poente.
Cheirar o cangote.Dar seu suporte.
Consolar o doente.Respeitar o diferente.
Entender a morte.Contar com a sorte.
Não perder o Norte.Endoidar de amor.
Curar-se da dor.Ser sempre amigo.
Poder contar contigo.Aproveitar o sossego.
Oferecer abrigo.Lutar comigo.Andar descalço.
Romper percalços.Tecer seus laços.
Acariciar em abraços.Vencer cansaços.
Acertar seu passo.Apreender com os erros.
Calar seu sofrimento.Conter seus lamentos.
Entoar seus encantos.Pensar e ser confiante.
Versar como amante.Adormecer pequeno.
Acordar um gigante.Tentar ser brilhante...
Sem ser arrogante.
Dificuldades existem: dentro de nós, no ambiente que vivemos, no caminho que trilhamos
com as outras pessoas... Portanto, o acolhimento traz a possibilidade de enriquecimento pessoal e de enriquecimento do trabalho, porque ele envolve pessoas.
Algumas dicas:
PONTUALIDADE: Seja pontual e responsável com o grupo. A acolhida começa quando a pessoa chega ao grupo e só termina quando ela sai pra sua vida cotidiana.
RECEPTIVIDADE: É fundamental que estejamos abertos à convivência e ao diálogo com todos aqueles que vêm participar do grupo, SEM NENHUM TIPO DE PRECONCEITO e abertos ao encontro.
ACOLHIMENTO: Procure (1) - olhar os participante nos olhos; (2) – procure chamá-lo pelo nome; (3) - dê um aperto de mão, um abraço que transmita segurança, mostre que está aberto para dar e receber ajuda também.
CRIATIVIDADE: Aproveite a criatividade e crie novas formas de acolher. Com palavras de louvor, músicas, abraços, enfim, não existe fórmula, mas busque sempre surpreender os participantes do grupo.
AUTENTICIDADE: Seja você mesmo. Muitas pessoas menosprezam sua capacidade de levar ajuda ao companheiro. Cada um tem seu próprio modo de contribuir com a Acolhida. Quando não tiver disponível ou mesmo sem paciência no momento que alguém precisar de apoio, seja sincero e depois num outro momento acolha, afinal somos cuidadores, porém humanos, cheios de limitações e problemas, mas lembre-se: Se não for pra ajudar, não atrapalhe os participantes, uma ajuda falsa ou ironias, desacolhem. "Ser gente e tratar pessoas como gente nos faz cada vez mais gente".
Texto: Hildebrando Menezes Acolher reflexivo
É ato generoso...acolher o outro.
Sonhar bem junto... Fazer o conjunto.
Dar o colo quente...Ouvir contente.
Abraçar somente.Silenciar a mente.
Tocar em gente.Olhar o poente.
Cheirar o cangote.Dar seu suporte.
Consolar o doente.Respeitar o diferente.
Entender a morte.Contar com a sorte.
Não perder o Norte.Endoidar de amor.
Curar-se da dor.Ser sempre amigo.
Poder contar contigo.Aproveitar o sossego.
Oferecer abrigo.Lutar comigo.Andar descalço.
Romper percalços.Tecer seus laços.
Acariciar em abraços.Vencer cansaços.
Acertar seu passo.Apreender com os erros.
Calar seu sofrimento.Conter seus lamentos.
Entoar seus encantos.Pensar e ser confiante.
Versar como amante.Adormecer pequeno.
Acordar um gigante.Tentar ser brilhante...
Sem ser arrogante.
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texto acolher reflexivo
domingo, 11 de outubro de 2009
Decodificando a Linguagem Corporal em Petrópolis

Este curso vai nos propor chaves de leitura dos nossos sintomas físicos inconscientes. Decodificar estas mensagens nos permite liberar tensões sem termos que passar pela doença. O nosso corpo é um instrumento de conhecimento extraordinário. A doença é um sinal de alerta, ela nos fala do que está acontecendo no mais profundo de cada um de nós, e nos dá dicas importantes para nosso futuro. "Somos feitos da mesma matéria dos sonhos" William Shakespeare
CONTEÚDO:
• As relações entre Corpo e Espírito,
• Os três tipos de mensagem: Tensões físicas ou nervosas; Os traumatismos físicos ou psicológicos; As doenças orgânicas ou psicológicas.
• A lateralidade: direita - simbólica materna; esquerda - simbólica paterna; leitura psico-energética dos sintomas
• A linguagem simbólica dos sintomas
Orquidea da Serra Cursos e Palestras - Agosto de 2009
Curso de 40 Hrs. Ministrado pelo Prof. Dr. Adalberto Barreto
Criador da Terapia Comunitária
LOCAL DE REALIZAÇÃO DO CURSO E INFORMAÇÕES PARA INSCRIÇÃO :
Pousada Orquídea da Serra -Rua Narciso de Castro 255, Quarteirão Ingelheim - Petrópolis, RJ. - Fones: 24 22445242 / 2233 2360
Email: cursos@orquideadaserra.com.br - http://www.orquideadaserra.com.br/
Número de vagas: 30
INSCRIÇÕES:
Pelos telefones: (24) 2244 5242 - 24 2233 2360 - 24 8831 6478, (de segunda a sexta, das 08:30 às 20:30 horas) ou pelos e-mail: cursos@orquideadaserra.com.br
INSCRIÇÕES:
Período: 15/08/ 2009 a 18/10/2009
Data do curso: 24 a 27 de outubro de 2009
Marcadores:
Adalberto Barreto,
Decodificando a Linguagem Corporal,
Petrópolis
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Cuidando do Cuidador em Florianópolis

Amigos Comunitários,
Estão abertas as inscrições para o workshop "Cuidando do Cuidador" com o Dr. Adalberto Barreto, que acontecerá nos dias 29 e 30 de outubro de 2009 em Florianópolis.
Este é um momento especial para o Pólo Catarinense de Terapia Comunitária -Teia Solidária. Gostaríamos muito que você estivesse com a gente!
PARA CONFIRMAR SUA INSCRIÇÃO OU PARA MAIORES INFORMAÇÕES CLIQUE AQUI
Abraços Comunitários,
Luiz Mello, Ana Moraes, Suely Barros
Direção da Teia Solidária
http://www.teiasolidaria.org/
quarta-feira, 30 de setembro de 2009
A ECCOSocial da Região Serrana
A ECCOSocial da Região Serrana – ESPAÇO DE CONSTRUÇÃO, CONVIVÊNCIA E ORGANIZAÇÃO SOCIAL DA REGIÃO SERRANA - tem como missão agregar pessoas e instituições para, juntos, realizar projetos, investir em sonhos e despertar as potencialidades e possibilidades de promover mudanças significativas na realidade individual e coletiva.
Utilizando a Terapia Comunitária (TC) como base metodológica, a ECCOSocial promove encontros semanais onde os participantes tem a oportunidade de aprimorar o auto-conhecimento, reforçar a auto-estima e ainda a possibilidade de construir, manter e fortalecer a rede de relações sociais que surge de forma espontânea nos grupos.
“Cada história vivida é uma lição aprendida.” (Adalberto Barreto, criador da metodologia)
Um dos propósitos da TC é suscitar a capacidade terapêutica do próprio grupo através da partilha desta sabedoria aprendida com as experiências de vida.
Ivan Lins - (imagine com som)
“Com esforço e com vontade a felicidade há de se instalar
Com muita solidariedade
Há de molhar o seco, De enxugar os olhos, de iluminar os becos
Antes que o corpo fale
...
Há de mudar os homens, antes que a chama apague,
Antes que a fé se acabe, antes que seja tarde".
Buscando atender outra demanda, a partir de outubro, a ECCOSocial oferece um novo projeto – E DO CUIDADOR, QUEM CUIDA? - para pessoas que desejam manter a saúde em equilíbrio, livrando-se dos bloqueios emocionais que interferem no seu bem-estar. Este é um trabalho de recuperação energética intensivo.
Neste encontro, os exercícios foram programados para facilitar a percepção, compreensão e enfrentamento do estresse cotidiano e permitir a potencialização da energia vital. Objetiva identificar medos e inseguranças e incentivar a articulação potencial, vivencial e cultural diante dos desafios.
Será um período de convivência com outras pessoas que buscam crescimento pessoal, compartilhando experiências e criando um leque de possibilidades para uma nova visão a respeito de si mesmo e do mundo, de forma mais criativa, prazerosa e divertida.
(Voltando ao som do Ivan Lins...)
“Desesperar jamais, aprendemos muito nesses dias
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo
Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer...”
Dia 02, sexta-feira, de 18:30 às 22h e
Dia 03, sábado, de 9:00 às 17:00h, com 1h30 de intervalo para almoço
Local: GPH – Grupo Promoção Humana – Pça. de Sant’Anna s/n. – Cônego / NF
Contatos e informações: eccosocial@gmail.com
Bethânia – (22)9837-7260; Cristina - (22)9221-4232 ou Tereza - (22)8136-9123.
Utilizando a Terapia Comunitária (TC) como base metodológica, a ECCOSocial promove encontros semanais onde os participantes tem a oportunidade de aprimorar o auto-conhecimento, reforçar a auto-estima e ainda a possibilidade de construir, manter e fortalecer a rede de relações sociais que surge de forma espontânea nos grupos.
“Cada história vivida é uma lição aprendida.” (Adalberto Barreto, criador da metodologia)
Um dos propósitos da TC é suscitar a capacidade terapêutica do próprio grupo através da partilha desta sabedoria aprendida com as experiências de vida.
Ivan Lins - (imagine com som)
“Com esforço e com vontade a felicidade há de se instalar
Com muita solidariedade
Há de molhar o seco, De enxugar os olhos, de iluminar os becos
Antes que o corpo fale
...
Há de mudar os homens, antes que a chama apague,
Antes que a fé se acabe, antes que seja tarde".
Buscando atender outra demanda, a partir de outubro, a ECCOSocial oferece um novo projeto – E DO CUIDADOR, QUEM CUIDA? - para pessoas que desejam manter a saúde em equilíbrio, livrando-se dos bloqueios emocionais que interferem no seu bem-estar. Este é um trabalho de recuperação energética intensivo.
Neste encontro, os exercícios foram programados para facilitar a percepção, compreensão e enfrentamento do estresse cotidiano e permitir a potencialização da energia vital. Objetiva identificar medos e inseguranças e incentivar a articulação potencial, vivencial e cultural diante dos desafios.
Será um período de convivência com outras pessoas que buscam crescimento pessoal, compartilhando experiências e criando um leque de possibilidades para uma nova visão a respeito de si mesmo e do mundo, de forma mais criativa, prazerosa e divertida.
(Voltando ao som do Ivan Lins...)
“Desesperar jamais, aprendemos muito nesses dias
Afinal de contas não tem cabimento
Entregar o jogo no primeiro tempo
Nada de correr da raia
Nada de morrer na praia
Nada! Nada! Nada de esquecer...”
Dia 02, sexta-feira, de 18:30 às 22h e
Dia 03, sábado, de 9:00 às 17:00h, com 1h30 de intervalo para almoço
Local: GPH – Grupo Promoção Humana – Pça. de Sant’Anna s/n. – Cônego / NF
Contatos e informações: eccosocial@gmail.com
Bethânia – (22)9837-7260; Cristina - (22)9221-4232 ou Tereza - (22)8136-9123.

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terça-feira, 29 de setembro de 2009
Valorização das Culturas dos Povos Indígenas
Campanha de Valorização das Culturas dos Povos Indígenas- Watch more Videos at Vodpod.
Farmanguinhos lança site para rede sobre fitomedicamentos
"Com o objetivo de estruturar a interlocução entre os atores dos seis biomas brasileiros, o Núcleo de Gestão em Biodiversidade e Saúde (NGBS), vinculado ao Centro de Produtos Naturais do Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos/Fiocruz) estruturou, por meios de recursos do Fundo Nacional de Saúde, o Escritório de Gestão em Redes Fito (EGRF). O escritório criou o Portal Rede Fito, que busca estabelecer as conexões estratégicas necessárias para o pleno andamento da rede e mapear os atores que possam constituir os conselhos referentes a cada bioma.
O NGBS, pelo que lhe foi atribuído pela Portaria MS/GM No 1.274, de 25 de junho de 2008, trabalha no sentido de articular com diversos segmentos a formação de uma rede de biodiversidade, tendo como recorte estrutural os seis biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata atlântica, Pampa. Para cada bioma em questão, foi instituído um grupo gestor local, os quais deverão realizar o monitoramento das ações no território referente a cada bioma e repassá-los para o EGRF, que fará a gestão global das redes a serem formadas, no sentido de sistematizar as informações necessárias para a manutenção do fluxo de informações.
O portal traz seções sobre cada bioma brasileiro, informando sobre a realização de cursos, eventos e notícias sobre fitomedicamentos. Acesse o Portal Rede Fito".
Fonte: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/?origem=1&matid=18400
O NGBS, pelo que lhe foi atribuído pela Portaria MS/GM No 1.274, de 25 de junho de 2008, trabalha no sentido de articular com diversos segmentos a formação de uma rede de biodiversidade, tendo como recorte estrutural os seis biomas brasileiros: Amazônia, Cerrado, Caatinga, Pantanal, Mata atlântica, Pampa. Para cada bioma em questão, foi instituído um grupo gestor local, os quais deverão realizar o monitoramento das ações no território referente a cada bioma e repassá-los para o EGRF, que fará a gestão global das redes a serem formadas, no sentido de sistematizar as informações necessárias para a manutenção do fluxo de informações.
O portal traz seções sobre cada bioma brasileiro, informando sobre a realização de cursos, eventos e notícias sobre fitomedicamentos. Acesse o Portal Rede Fito".
Fonte: http://www.ensp.fiocruz.br/portal-ensp/informe/materia/?origem=1&matid=18400
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sábado, 19 de setembro de 2009
Esta noite um sonho
Esta noite, algumas reflexões se fizeram presentes na minha mente, ao ponto de ter sentido, mais uma vez, a necessidade de as por no papel. Neste caso, um papel virtual. Mas vamos ao ponto. Era Leonardo Boff na televisão, no programa Sempre um Papo, da TV Câmara. Dizia o teólogo franciscano, a quem vi quando veio em João Pessoa muito tempo atrás, que o pão é tão importante quanto o Pai, e convidava, nesse eixo de discussão, os irmãos carismáticos, --assim os chamou—a unirem suas danças e cânticos –o Pai há de ser sempre louvado, lembrou—a um trabalho em prol do pão, com os pobres. A comunhão com os ricos é fácil, disse, mas não o é a comunhão, a comunidade com os pobres. O cristianismo, afirmou, tem de novidade isso: não a transcendência, mas a transdescendência. Fez um movimento com as mãos para baixo, como descendo uma escada, os degraus de uma pirâmide. Comungar com os ricos, com os empresários, com os que tem, é muito fácil. Lembrava da necessidade de se unir, nesta caminhada para baixo, saber acadêmico e popular. Pensei na terapia comunitária, que faz isso, fazemos isso, pois que há já vários anos ando nessa estrada, e recentemente tenho participado do Congresso Brasileiro de Terapia Comunitária em Beberibe e nas Ocas do índio, no Ceará. Pensei que a teologia da libertação –e isto poderá ser corrigido por quem quiser ou puder ou souber—enuncia uma libertação eu a terapia comunitária executa, põe em prática, mas de modo concreto, não ideológico, não confissional. Enquanto via o teólogo franciscano, com essa hombriedade de bem que o distingue, essa naturalidade da pessoa que fala do coração, sem enfeites nem ânimo de agradar a ninguém, pensava, como foi bom ter chegado a este porto. Porto Brasil, Porto Paraíba, Porto terapia comunitária. Porto Barreto, e aqui vem os Barreto em bloco. Adalberto Barreto, o fundador da TC, Ailton, animador e co-fundador, desde seu trabalho no Projeto 4 varas, daonde nasceu esta teia eu hoje se expande pelo Brasil inteiro e para a América Hispânica. Os pobres devem se unir, dizia Leonardo Boff na entrevista que comento. Eles se unem nas rodas da terapia, unindo saber popular e científico, como Paulo Freire e seu movimento de educação popular ensinou a ensinar, ensinou a aprender. A vida da muitas voltas todos sabemos. Paulo Freire era um dos inspiradores da transformação do curriculum da faculdade de sociologia onde me formei. Isto é, onde comecei meus estudos, interrompidos pelo golpe militar de 1976, terminando em 1987, após a anistia decretada pelo governo de Raúl Alfonsín. A vida deu muitas voltas, de verdade. Naquela hora, nesses anos todos da diáspora, parecia que tudo tinha acabado. Que apenas restava o neoliberalismo como horizonte de vida. Mas essas voltas da vida me trouxeram para estas praias onde o mar arrulha dia e noite, os pássaros cantam e os grilos e cigarras embalam o sono. E aquele sonho de muitos, um sonho verdadeiramente de pão para todos e de um Pai ou uma Mãe, pois creio ser Deus isto, Pai e Mãe, um Deus para todos, sem ideologias nem sectarismos, um Deus de amor numa comunidade de irmãos e irmãs, numa comunidade que se reconhece filha de um ser superior que a todos nos quer por igual, sem distinções, esse sonho vive e se expande, se multiplica a cada dia, de muitas formas, por toda a parte. É sábado à noite, e não sei onde possas estar, num bar à beira mar tomando cerveja e comendo caranguejos, em casa vendo televisão ou num avião indo atrás de gente que amas ou a trabalho, e não pretendo te chatear com idologismos de nenhuma espécie. É apenas uma vontade de dizer, em alto e bom som: O sonho não acabou, o sonho vive e cada dia é mais sonhado por muitos e muitas pelo mundo afora, e a humanidade, como John Lennon canta em Imagine, é uma só.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Formação de Intervisores - MISMEC-DF
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Curso de Formação em Intervisores,
MISMECDF,
Terapia Comunitária
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Ainda sobre o Encontro da TC em Beberibe
Tentaria dizer alguma coisa sobre o encontro de Beberibe, que já não tivesse sido dita. Mas quem diria essas coisas a não ser ele mesmo, esta manhã de terça-feira, já tantos dias depois da finalização do congresso, a entrega dos certificados, a volta para casa por aquela estrada interminável passando por Rio Grande do Norte, chegando finalmente em João Pessoa. Lembrava daquela jovem catadora de lixo que a todos nos emocionara com seu gesto, sua atitude de vender lixo reciclado para pagar a sua vinda a Beberibe. Os rostos dos amigos, Maria Filha, daquele jeito indescritível de transmitir amor e alegria, falando da Terapia Comunitária como caminho de Deus no palco.
Graça Martini mandando beijos desde a platéia ao fim da minha fala. Me senti um astro, um Ringo Starr. O sonho da minha vida. Gracias, Graça. Por onde andarás, em Londrina, a tecer esta teia de amor que nos congrega. E Selma Hinds, voltando do Chile onde esta onda de amor já chegou. Adalberto Barreto aprovando a minha fala sobre ao amor que costura as feridas e delas faz flores.
Sei que não foi isto, admirável guru, mas é o que vem agora. A sua fala mansa, serena, dizendo que não te sentes orgulhoso pela tua obra, que já é uma obra de todos, algo que anda por si. Áurea Silva, de Recife, Carmem de Simoni, emocionada, do Ministério. Airton Barreto, a quem não conhecia. Ontem, a sua canção ressoava em mim. Conheceste meu nome, dizia, repetia, conheceste meu nome, e via a entoação daquele momento inesquecível, ele magro, cantando desde o palco, todos embargados nesse canto para Deus, para nós mesmos, para a vida.
Maurino Bertholdo, na barraca de Minas Gerais, com o seu eterno sorriso tenro. Mauro Mendonça, com aquele ar de menino levado a aprontar traquinagens por onde anda. As moças da recepção, a lidar com esses rios de gente a procurar informações o tempo todo. Cláudio e Davi, do Projeto 4 varas, Miriam Rivalta, Raquel Abreu, tantas caras, tantos sentires, tanto amor, por que não dizer. Lucimar, de S.J.do Rio preto, creio, às vezes troco alguns nomes, mas nem sempre, nem tanto assim, não exagere, viu? Araceli Otarola, do Uruguay, como seus cachos loiros e seu sorriso. Sua filhinha Oriana, que fez 15 anos durante o evento.
A eleição da nova diretoria da ABRATECOM. Fátima, de Belém, Malu Reis, do RS. E as ausências presentes, Djair Dias, da Paraíba, que esteve sem estar, não poderia faltar, nem Ana Vigarani. Padre Rino e a alegria do trabalho em Bom Jardim, no Ceará, Fortaleza. Cecília, descobrindo a sua vocação. Obrigado a todos a e todas, obrigado Adalberto Barreto, obrigado Airton Barreto, Obrigado, Ocas do Índio, Obrigado, Beberibe, obrigado, teia mágica de amor envolvente e curativo, solidário e fraterno.
E para não ficar chato, terminaria com uma piada que não vem, mas eu poderia ser algo como que dizer e você, aranhinha o que tem a contar sobre o encontro de Beberibe?
Fico aguardando, viste? Che! Oxente!, gente! Faltaram as meninas de Princesa Isabel, da Paraíba, a dançar e encantar nos sabores e saberes.
Faltaram as francesas, Riccardo Rodari, italiano morando na Suíça, Raquel Barros, da Lua Nova, a resgatar redes sociais, faltariam tantos e tantas, mas em algum momento há que terminar.
A crônica, como tudo na vida, tem limites.
Falta a sua parte. Fico aguardando, viu? Viste? É isto, como dizia Dom Fragoso.
Graça Martini mandando beijos desde a platéia ao fim da minha fala. Me senti um astro, um Ringo Starr. O sonho da minha vida. Gracias, Graça. Por onde andarás, em Londrina, a tecer esta teia de amor que nos congrega. E Selma Hinds, voltando do Chile onde esta onda de amor já chegou. Adalberto Barreto aprovando a minha fala sobre ao amor que costura as feridas e delas faz flores.
Sei que não foi isto, admirável guru, mas é o que vem agora. A sua fala mansa, serena, dizendo que não te sentes orgulhoso pela tua obra, que já é uma obra de todos, algo que anda por si. Áurea Silva, de Recife, Carmem de Simoni, emocionada, do Ministério. Airton Barreto, a quem não conhecia. Ontem, a sua canção ressoava em mim. Conheceste meu nome, dizia, repetia, conheceste meu nome, e via a entoação daquele momento inesquecível, ele magro, cantando desde o palco, todos embargados nesse canto para Deus, para nós mesmos, para a vida.
Maurino Bertholdo, na barraca de Minas Gerais, com o seu eterno sorriso tenro. Mauro Mendonça, com aquele ar de menino levado a aprontar traquinagens por onde anda. As moças da recepção, a lidar com esses rios de gente a procurar informações o tempo todo. Cláudio e Davi, do Projeto 4 varas, Miriam Rivalta, Raquel Abreu, tantas caras, tantos sentires, tanto amor, por que não dizer. Lucimar, de S.J.do Rio preto, creio, às vezes troco alguns nomes, mas nem sempre, nem tanto assim, não exagere, viu? Araceli Otarola, do Uruguay, como seus cachos loiros e seu sorriso. Sua filhinha Oriana, que fez 15 anos durante o evento.
A eleição da nova diretoria da ABRATECOM. Fátima, de Belém, Malu Reis, do RS. E as ausências presentes, Djair Dias, da Paraíba, que esteve sem estar, não poderia faltar, nem Ana Vigarani. Padre Rino e a alegria do trabalho em Bom Jardim, no Ceará, Fortaleza. Cecília, descobrindo a sua vocação. Obrigado a todos a e todas, obrigado Adalberto Barreto, obrigado Airton Barreto, Obrigado, Ocas do Índio, Obrigado, Beberibe, obrigado, teia mágica de amor envolvente e curativo, solidário e fraterno.
E para não ficar chato, terminaria com uma piada que não vem, mas eu poderia ser algo como que dizer e você, aranhinha o que tem a contar sobre o encontro de Beberibe?
Fico aguardando, viste? Che! Oxente!, gente! Faltaram as meninas de Princesa Isabel, da Paraíba, a dançar e encantar nos sabores e saberes.
Faltaram as francesas, Riccardo Rodari, italiano morando na Suíça, Raquel Barros, da Lua Nova, a resgatar redes sociais, faltariam tantos e tantas, mas em algum momento há que terminar.
A crônica, como tudo na vida, tem limites.
Falta a sua parte. Fico aguardando, viu? Viste? É isto, como dizia Dom Fragoso.
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Encontro da TC em Beberibe
segunda-feira, 14 de setembro de 2009
Lançamento de CD
CD PURIFICAMENTE
Dia 26 de setembro às 19h
Centro Holístico Mangalam
Tel.: 2522-2903
NÃO PERCA!
FAZ BEM PARA A ALMA E O CORAÇÃO!
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Grupo Mangalam,
música
domingo, 13 de setembro de 2009
Uma lembrança
Escreveria um único e-mail, vindo de todos os cantos do mundo, a dizer as mesmas palavras, somente amor, paz, união, fraternidade. E para não pensares, querido leitor ou leitora, ser alguma pieguice tola, dir-te ia para olhares, agora, se na tua caixa de e-mails não vistes já esta mensagem. Luz, paz, amor, a formarem uma palavra que conheces, Jesus. Mas não um Jesus de religiões, a disputar entre teólogos perfeições e detalhes, se foi assim ou se foi assado, se palestino ou judeu ou essênio ou mais não sei o que. Somente uma luz dentro e fora de ti, a brilhar da eternidade e para sempre, pulsando nos grilos do campo e nas aves do céu, no rufar das ondas do mar ou nos ventos que ninguém sabe daonde vem ou aonde vão. Olhas dentro e fora de ti e a mesma coisa vês, sentes o mesmo a animar o que existe por toda a parte. És tu mesmo, imortal, o que não nasceu nem nunca nascera porque existe, é desde a eternidade. És tu mesmo essa luz incessante a que das muitos nomes ou um só. Um dia saberás isto. Boa noite.
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Eternidade es tu mesmo/a
RODA POÉTICA DE TERAPIA COMUNITÁRIA - MITCO FAZ 1 ANO

PSYCHÉ - Espaço de Filosofia e Ciência
Espaço de encontros para refletir, viver e compreender, com o outro, situações que ampliem os saberes
C O N V I D A
RODA POÉTICA DE TERAPIA COMUNITÁRIA
c e l e b r a n d o
1 ANO DE EXISTÊNCIA DO COLETIVO MITCO
MITCO - Movimento Integrado de Terapia Comunitária
e
Aniversário do Poeta Vinicius de Moraes
DATA: 20/10/09
18h30 às 21h30
Local: CASCATINHA - NOVA FRIBURGO - RJ
TRAZER BEBIDA E UM PRATO DOCE OU SALGADO PARA PARTILHAR
Confirmar a presença:
Marcelo - (22) 9971.7261
marceloabdala_psi@yahoo.com.br
Virgínia - (21) 8824.0940 / (22) 8119.2509
lopessampaio@gmail.com
Coordenação:
Marcelo Pimentel Abdala Costa
Virgínia Lopes Sampaio
http://mitco-nf.blogspot.com/
Espaço de encontros para refletir, viver e compreender, com o outro, situações que ampliem os saberes
C O N V I D A
RODA POÉTICA DE TERAPIA COMUNITÁRIA
c e l e b r a n d o
1 ANO DE EXISTÊNCIA DO COLETIVO MITCO
MITCO - Movimento Integrado de Terapia Comunitária
e
Aniversário do Poeta Vinicius de Moraes
DATA: 20/10/09
18h30 às 21h30
Local: CASCATINHA - NOVA FRIBURGO - RJ
TRAZER BEBIDA E UM PRATO DOCE OU SALGADO PARA PARTILHAR
Confirmar a presença:
Marcelo - (22) 9971.7261
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Marcelo Pimentel Abdala Costa
Virgínia Lopes Sampaio
http://mitco-nf.blogspot.com/
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Uns passarinhos, hoje
Uns passarinhos fizeram ninho no fícus esta manhã. Pude ver eles, eram dois, um casalzinho, trazendo palhas que ajeitavam no meio dos galhos, em forma de bola. Não fiz barulho para não os afastar. Uma alegria me invadiu. Era bom. Mais tarde, um momento de oração no Centro João XXIII, missa concelebrada, como na casa que fora de Dom Fragoso. De tarde, encontro familiar na Cidade Verde. Favas, cerveja. Tudo era um. A conversa com papai de manhã, os Rolling Stones agora, tu que me lês, não sei onde estas, e os passarinhos hão de estar, de algum modo, velando este dia que termina. Um menino doentinho nos braços da mãe que o adotara sabendo-o doente. Jesus, essa luz, outra vez, sempre. Obrigado.
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Comunidade,
Fé,
Vida em comum
Resurrección, livro de Rolando Lazarte - Lançamento em João Pessoa, PB
No dia 18 de setembro, às 20 hs, será apresentado o livro acima, compilado por Maria Helena Rodrigues de Oliveira na sede sociocultural do sindicato dos docentes da UFPB. O livro, que tem 128 páginas, está integrado por crônicas e poemas, e partilha reflexões, frequentemente de maneira jocosa, suscitando ou estimulando a busca da própria identidade da pessoa, evitando a maquinização rotinizada
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009
A poesia do Terapeuta Comunitário
A TERAPIA DO COTIDIANO
Farei meu cotidiano com eles,
Nossa terapia comunitária.
Se não houver cadeiras,
Usaremos tijolos.
Se não houver salas,
Sentaremos à beira do riacho,
Debaixo de uma mangueira...
Trataremos apenas do possível, sem segredos.
Falaremos de coisas simples,
Do nosso dia-a-dia.
A noite mal dormida,
Um amor que partiu,
Um sonho que não se realizou...
Cantaremos juntos, nossas cantigas,
Aquelas que ouvimos desde criança,
Ou aquelas que encantam os nossos corações
E embalam nossa carência afetiva...
Vamos celebrar a vida,
Cantando e batendo palmas...
Pois é assim que se celebra,
Com alegria e felicidade, ritmo e poesia...
Á Adalberto e Airton Barreto,
À Terapia Comunitária
E aos terapeutas comunitários
da comunidade humana.
Marcelo Pimentel Abdala Costa
Em meio ao espírito do
V Congresso Brasileiro de
Terapia Comunitária
Nova Friburgo - RJ
10 de setembro de 2009
Farei meu cotidiano com eles,
Nossa terapia comunitária.
Se não houver cadeiras,
Usaremos tijolos.
Se não houver salas,
Sentaremos à beira do riacho,
Debaixo de uma mangueira...
Trataremos apenas do possível, sem segredos.
Falaremos de coisas simples,
Do nosso dia-a-dia.
A noite mal dormida,
Um amor que partiu,
Um sonho que não se realizou...
Cantaremos juntos, nossas cantigas,
Aquelas que ouvimos desde criança,
Ou aquelas que encantam os nossos corações
E embalam nossa carência afetiva...
Vamos celebrar a vida,
Cantando e batendo palmas...
Pois é assim que se celebra,
Com alegria e felicidade, ritmo e poesia...
Á Adalberto e Airton Barreto,
À Terapia Comunitária
E aos terapeutas comunitários
da comunidade humana.
Marcelo Pimentel Abdala Costa
Em meio ao espírito do
V Congresso Brasileiro de
Terapia Comunitária
Nova Friburgo - RJ
10 de setembro de 2009
terça-feira, 8 de setembro de 2009
O Poder Humanizador da Poesia
Adélia Prado, poetisa brasileira, fala sobre a poesia, a obra de arte e o poder humanizador que vive dentro de nós.
Diz:
"Nós queremos uma coisa eterna, unidade, na unidade, que dure, que perdure e que não sofra essa solução de continuidade. Então, a coisa mais próxima disso que nós temos enquanto estamos vivos é a arte. Quando contemplamos um quadro, escutamos uma música, aquilo está inteiro e porque está inteiro me dá sentido, eixo, alegria. A arte consola, conforta. É pão espiritual. Há uma fome em nós que nenhuma prosperidade material, que nenhum sucesso material pode saciar, você continua faminto, faminto de transcendência, algo que me diga que você é mais que seu corpo, mais que suas necessidades básicas, mais do que essa coisa quantitativa com tal peso, tal cor, tal idade, você é aquilo que esta presente no seu desejo, no seu sentimento, na sua alma"
"É um desejo profundo que nós experimentamos na nossa orfandade original de ter sentido na vida, de ter significado e de ter perenidade, não pode acabar. Este é o desejo que nós temos. Isso tudo significa, a pessoa que tem essa experiência, que tem esse desejo, nós dizemos, é uma pessoa que tem vida interior".
Transcrição de texto: Marcelo P. A. Costa
Diz:
"Nós queremos uma coisa eterna, unidade, na unidade, que dure, que perdure e que não sofra essa solução de continuidade. Então, a coisa mais próxima disso que nós temos enquanto estamos vivos é a arte. Quando contemplamos um quadro, escutamos uma música, aquilo está inteiro e porque está inteiro me dá sentido, eixo, alegria. A arte consola, conforta. É pão espiritual. Há uma fome em nós que nenhuma prosperidade material, que nenhum sucesso material pode saciar, você continua faminto, faminto de transcendência, algo que me diga que você é mais que seu corpo, mais que suas necessidades básicas, mais do que essa coisa quantitativa com tal peso, tal cor, tal idade, você é aquilo que esta presente no seu desejo, no seu sentimento, na sua alma"
"É um desejo profundo que nós experimentamos na nossa orfandade original de ter sentido na vida, de ter significado e de ter perenidade, não pode acabar. Este é o desejo que nós temos. Isso tudo significa, a pessoa que tem essa experiência, que tem esse desejo, nós dizemos, é uma pessoa que tem vida interior".
Transcrição de texto: Marcelo P. A. Costa
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Terapia Comunitária
"Uma família pobre, dez filhos, naturais e adotados. Interior do Ceará, o pai trabalha num lugar após outro, na equipe que cava poços, a família acompanha. Cristãos. Adalberto quer ser padre. Conseguem bolsa num seminário. As informações que os padres-professores lhe passam não correspondem às suas crenças. Incomodado, prossegue os estudos, se forma em medicina. Faz teologia no Vaticano, filosofia na Itália, doutoramentos em psiquiatria e antropologia na França. Volta às suas origens, interior do Ceará, junta conhecimentos acadêmicos a sabedorias populares.
Cria uma metodologia simples que estimula solidariedades imediatas. Em roda, um espaço para cada um falar de problemas do cotidiano, de questões que afligem, trazem insônia, incomodam. O pai que bate na mãe, o filho que se droga, eu mesmo que não consigo trabalho. Ou que estou deprimido, sem saída.
Antes se combinam umas regras. Aqui não vale julgar nem dar conselhos. Todos terão oportunidade de falar. Não é um espaço para segredos. Só se fala a partir da própria vivência, da própria experiência. Cada fala começa com Eu – este talvez o maior desafio. Quando um fala, todos escutam. Se durante o andamento do encontro alguém se lembra de uma música, um provérbio, uma piada, uma história curta, levante a mão, peça licença, diga seu nome e conte ou proponha o canto. É lembrado, como estímulo à participação, que quando não é falado o que está dentro de si, vem a gastrite, a depressão, o mal estar, a doença. Quando a boca cala os órgãos falam. Quando a boca cala os órgãos adoecem.
Alguém quer falar do seu problema? O silêncio inicial é seguido de desabafos. Os problemas pessoais são apresentados. Quem coordena a roda, o terapeuta comunitário, ao final de cada fala, anota, tenta sintetizar, pergunta: veja se entendi direito. Seu sofrimento é porque você não consegue renda suficiente para manter sua família? Se é aceita a síntese, o terapeuta agradece, passa para outro, assim por diante. Quando casos suficientes são apresentados, propõe uma nova fase.
Peço agora que, resumidamente, os que desejarem indiquem o caso com o qual se identificam e digam porque. Um e outro se identifica com uma ou outra das questões apresentadas.
Agora vamos votar. Lembro que vamos escolher, não o caso mais importante, mas o caso com o qual mais pessoas aqui presentes se identificam. Cada um só pode votar uma vez, todos podem votar. E, repetindo cada síntese feita anteriormente, solicita a votação para cada um dos problemas apresentados. Conta junto com todos e anota os votos. Agradece com atenção, nominalmente, a cada um dos que apresentaram suas questões. Deixa claro que, após o encontro, poderá conversar com aqueles que sentirem necessário.
Dirige-se agora àquele que apresentou o tema escolhido. Por favor, conte mais, para nós todos, sobre o que lhe aflige. Sempre com a intenção de cuidar, cada um de nós pode lhe fazer perguntas. E o caso é contextualizado. Como exemplo, se o escolhido foi o do pai que bate na mãe: meu pai bate na minha mãe toda vez que bebe. Ele está desempregado, fica nervoso, bebe. Minha mãe não sabe o que fazer, nem eu, o filho, sei. Sofre calada. Entro na frente, defendo minha mãe, acabo apanhando também. Quando passa a bebedeira, muda tudo. Meu pai sofre com sua fraqueza, fica num canto, mudo, os olhos tristes...
Um faz uma pergunta, outro outra, até o momento que o terapeuta, considerando suficientes as informações, solicita, pelo nome, a quem apresenta seu sofrimento: José, estamos agradecidos por você compartilhar conosco o problema que vive. Pedimos agora que você ouça, em silêncio, o que alguns de nós vamos falar aqui.
E lança um mote, que pode ser específico – quem já teve em casa um pai que bate na mãe e pode agora compartilhar conosco sua experiência? Ou um mote que amplia o tema: quem já sofreu violência doméstica e pode compartilhar conosco sua experiência? Quem desejar falar, por favor, levante o braço, espere sua vez, diga seu nome.
Um após outro são apresentadas situações semelhantes. Minha vó também apanhava muito do meu avô, que era muito bravo e ignorante. Até que um dia nós combinamos e falamos juntos para ele: ou o senhor para e se cuida ou nós vamos tomar uma atitude, vamos embora, vamos pedir ajuda a quem o senhor respeita. Alguém chora. Outro apresenta uma música, inicia e quem sabe acompanha: encosta sua cabecinha no meu ombro e chora... E os compartilhamentos de casos vão se sucedendo.
Já a caminho da finalização, o terapeuta convida todos para ficar de pé, mais próximos, ainda em roda, braços nos ombros ou na cintura. Sugere um balanço de corpo coletivo. Alguém lembra uma música. Tou balançando, mas não vou cair, não vou cair... O terapeuta pergunta: o que estou levando daqui? Um diz Calma, outro Conforto, mais um Solidariedade.
Devagar a roda se desfaz, um e outro se abraçam, formam-se duplas e grupos de conversas. A confraternização traduz a humanidade presente.
Os encontros de Terapia Comunitária são abertos. Há os que vão com freqüência, há os esporádicos. Há jovens, velhos, adultos, pobres, ricos, classe média. Têm em comum a possibilidade de se compreender emocionalmente.
No mesmo encontro surgem questões variadas. Desde o adolescente – que vou fazer da vida agora que terminei o segundo grau, preciso ganhar dinheiro e não me sinto preparado nem para escolher uma profissão nem concorrer no mercado -, passando pela senhora classe média alta (fomos assaltados na rua, meu marido foi baleado, eu gritei desesperada à procura de ajuda, mas ele morreu ali, nos meus braços... e meu filho hoje me culpa pela morte do seu pai... como sofro...), até a moça que sofre, com os filhos, violência doméstica e não sei o que fazer.
As identificações são quase sempre imediatas. Os relatos correlatos emocionam e confortam um e outro. A solidariedade se instala, independente de classes, raças, credos, gêneros. Somos semelhantes, estamos próximos".
Adalberto de Paula Barreto, criador da metodologia, em entrevista a Letícia Lins e Isabela Martins, d’O Globo, 22 de abril de 2007:
Na favela lidamos com a miséria material que nutre a miséria psíquica.
Já na Suíça, encontrei a miséria afetiva, o esfriamento das relações.
Na Europa, não achei favelas miseráveis como as nossas,
mas encontrei favelados existenciais.
Texto de Luiz Fernando Sarmento
Para entrar em contato com o autor, escreva para luizfernando@sescrio.org.br
Cria uma metodologia simples que estimula solidariedades imediatas. Em roda, um espaço para cada um falar de problemas do cotidiano, de questões que afligem, trazem insônia, incomodam. O pai que bate na mãe, o filho que se droga, eu mesmo que não consigo trabalho. Ou que estou deprimido, sem saída.
Antes se combinam umas regras. Aqui não vale julgar nem dar conselhos. Todos terão oportunidade de falar. Não é um espaço para segredos. Só se fala a partir da própria vivência, da própria experiência. Cada fala começa com Eu – este talvez o maior desafio. Quando um fala, todos escutam. Se durante o andamento do encontro alguém se lembra de uma música, um provérbio, uma piada, uma história curta, levante a mão, peça licença, diga seu nome e conte ou proponha o canto. É lembrado, como estímulo à participação, que quando não é falado o que está dentro de si, vem a gastrite, a depressão, o mal estar, a doença. Quando a boca cala os órgãos falam. Quando a boca cala os órgãos adoecem.
Alguém quer falar do seu problema? O silêncio inicial é seguido de desabafos. Os problemas pessoais são apresentados. Quem coordena a roda, o terapeuta comunitário, ao final de cada fala, anota, tenta sintetizar, pergunta: veja se entendi direito. Seu sofrimento é porque você não consegue renda suficiente para manter sua família? Se é aceita a síntese, o terapeuta agradece, passa para outro, assim por diante. Quando casos suficientes são apresentados, propõe uma nova fase.
Peço agora que, resumidamente, os que desejarem indiquem o caso com o qual se identificam e digam porque. Um e outro se identifica com uma ou outra das questões apresentadas.
Agora vamos votar. Lembro que vamos escolher, não o caso mais importante, mas o caso com o qual mais pessoas aqui presentes se identificam. Cada um só pode votar uma vez, todos podem votar. E, repetindo cada síntese feita anteriormente, solicita a votação para cada um dos problemas apresentados. Conta junto com todos e anota os votos. Agradece com atenção, nominalmente, a cada um dos que apresentaram suas questões. Deixa claro que, após o encontro, poderá conversar com aqueles que sentirem necessário.
Dirige-se agora àquele que apresentou o tema escolhido. Por favor, conte mais, para nós todos, sobre o que lhe aflige. Sempre com a intenção de cuidar, cada um de nós pode lhe fazer perguntas. E o caso é contextualizado. Como exemplo, se o escolhido foi o do pai que bate na mãe: meu pai bate na minha mãe toda vez que bebe. Ele está desempregado, fica nervoso, bebe. Minha mãe não sabe o que fazer, nem eu, o filho, sei. Sofre calada. Entro na frente, defendo minha mãe, acabo apanhando também. Quando passa a bebedeira, muda tudo. Meu pai sofre com sua fraqueza, fica num canto, mudo, os olhos tristes...
Um faz uma pergunta, outro outra, até o momento que o terapeuta, considerando suficientes as informações, solicita, pelo nome, a quem apresenta seu sofrimento: José, estamos agradecidos por você compartilhar conosco o problema que vive. Pedimos agora que você ouça, em silêncio, o que alguns de nós vamos falar aqui.
E lança um mote, que pode ser específico – quem já teve em casa um pai que bate na mãe e pode agora compartilhar conosco sua experiência? Ou um mote que amplia o tema: quem já sofreu violência doméstica e pode compartilhar conosco sua experiência? Quem desejar falar, por favor, levante o braço, espere sua vez, diga seu nome.
Um após outro são apresentadas situações semelhantes. Minha vó também apanhava muito do meu avô, que era muito bravo e ignorante. Até que um dia nós combinamos e falamos juntos para ele: ou o senhor para e se cuida ou nós vamos tomar uma atitude, vamos embora, vamos pedir ajuda a quem o senhor respeita. Alguém chora. Outro apresenta uma música, inicia e quem sabe acompanha: encosta sua cabecinha no meu ombro e chora... E os compartilhamentos de casos vão se sucedendo.
Já a caminho da finalização, o terapeuta convida todos para ficar de pé, mais próximos, ainda em roda, braços nos ombros ou na cintura. Sugere um balanço de corpo coletivo. Alguém lembra uma música. Tou balançando, mas não vou cair, não vou cair... O terapeuta pergunta: o que estou levando daqui? Um diz Calma, outro Conforto, mais um Solidariedade.
Devagar a roda se desfaz, um e outro se abraçam, formam-se duplas e grupos de conversas. A confraternização traduz a humanidade presente.
Os encontros de Terapia Comunitária são abertos. Há os que vão com freqüência, há os esporádicos. Há jovens, velhos, adultos, pobres, ricos, classe média. Têm em comum a possibilidade de se compreender emocionalmente.
No mesmo encontro surgem questões variadas. Desde o adolescente – que vou fazer da vida agora que terminei o segundo grau, preciso ganhar dinheiro e não me sinto preparado nem para escolher uma profissão nem concorrer no mercado -, passando pela senhora classe média alta (fomos assaltados na rua, meu marido foi baleado, eu gritei desesperada à procura de ajuda, mas ele morreu ali, nos meus braços... e meu filho hoje me culpa pela morte do seu pai... como sofro...), até a moça que sofre, com os filhos, violência doméstica e não sei o que fazer.
As identificações são quase sempre imediatas. Os relatos correlatos emocionam e confortam um e outro. A solidariedade se instala, independente de classes, raças, credos, gêneros. Somos semelhantes, estamos próximos".
Adalberto de Paula Barreto, criador da metodologia, em entrevista a Letícia Lins e Isabela Martins, d’O Globo, 22 de abril de 2007:
Na favela lidamos com a miséria material que nutre a miséria psíquica.
Já na Suíça, encontrei a miséria afetiva, o esfriamento das relações.
Na Europa, não achei favelas miseráveis como as nossas,
mas encontrei favelados existenciais.
Texto de Luiz Fernando Sarmento
Para entrar em contato com o autor, escreva para luizfernando@sescrio.org.br
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Terapia Comunitária
quarta-feira, 2 de setembro de 2009
Terapia Comunitária em Moçambique
Departamento de Atenção Básica em visita a Moçambique
O Departamento de Atenção Básica integrou, no período de 24 a 28 de agosto de 2009, Missão de Cooperação junto a República de Moçambique. Fizeram parte da comitiva a Coordenações Nacionais de Saúde Bucal e de Práticas Integrativas e Complementares.
Saúde Bucal
Após o conhecimento in loco dos serviços odontológicos ofertados em Moçambique bem como a organização destes serviços no âmbito nacional, houve momentos presencias de debates sobre as possíveis frentes de cooperação técnica entre os dois países.
Com destaque para:
- A elaboração de um estudo transversal com objetivo de conhecer as condições de saúde bucal da população moçambicana que irá subsidiar a implantação de um modelo de atenção em saúde bucal com ênfase na prevenção.
- Capacitação de Técnicos em Prótese Dentária moçambicanos, potencializando os serviços existentes naquele país.
Terapia Comunitária
No tocante a demanda de transferência de tecnologia referente à Terapia Comunitária, a missão se mostrou muito efetiva e bem sucedida.
A agenda, apesar de intensa, possibilitou o contato com estruturas centrais no Ministério da Saúde de Moçambique e demais atores relevantes para o desenvolvimento do trabalho de cooperação, além de visitas a campo.
O projeto de cooperação sobre Terapia Comunitária tornou-se factível e aceito por ambas as partes.
Como no Ministério da Saúde do Brasil essa ação se ancora na Atenção Básica e na Política de Práticas Integrativas e Complementares:
- Medicina tradicional: Plantas Medicinais e Fitoterapia, pois Moçambique possui ações nessa área, inclusive uma Política Nacional para a Medicina Tradicional
- Agentes Comunitários de Saúde: Moçambique inicia um processo de inclusão formal desses agentes no serviço público de saúde.
Ficou acordado, durante a visita, que o Ministério da Saúde de Moçambique providenciará uma manifestação formal sobre estes interesses.
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A angústia do curador
A angústia de quem estimula a cura.
"Diante da vida, ao olhar céu e terras, vejo um caminho de muito transitar.Nada há que justifique o passo que não seja possível aqui, que não possa ser vivido aqui.Todo passo é próprio. O que se carece é de coragem para o andar.Não há mistério. É preciso coragem.
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Ainda que não se veja bem a trilha, um passo só é seguro depois do outro.Não há risco em caminhar. O risco é de estagnar.Nada perco se faço o caminho. A dor que sinto é de perder o que já não tem mais sentido.Não há como manter o adoecido.Só resta a opção da cura.
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A doença em si não se mantém estagnada.É da sua essência o movimento de retorno à evolução.A estabilidade mantém a doença como está, boicota o primum movens da vida.A estagnação não resiste ao passo da vida, assim como não é possível estagnar e ser feliz.
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O movimento é a vida. O coração é a vida.O que se move, é!
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Não quero mais parecer satisfeito, não quero mais a falsa saciedade.Não quero mais o vazio falsamente preenchido.
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Quero o que é meu de direito, aquilo que me provê e sacia.
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Não quero mais o que não quero e só no vazio me mantém.
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Quero me preencher de verdade, da verdade de ser o que Eu Sou!"
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Euder Airon
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Euder Airon
segunda-feira, 31 de agosto de 2009
RELATO DE UMA RODA DE TERAPIA COMUNITARIA
APRENDENDO A DIVIDIR AS RESPONSABILIDADES...
Faltavam 20 minutos para o início da TC e, enquanto esperávamos a chegada de outros participantes, cantávamos. Colhemos algumas músicas, nos animamos juntos e cantando convidamos outros. Estava tão festivo, que acharam que já tínhamos começado...
Iniciamos a TC com uma brincadeira coletada pelo próprio grupo. Uma ciranda, pé no chão, bate com a mão... gira para um lado, gira pro outro. Todos à vontade...
Chegando a hora de falar... uma pessoa disse que estava indignada com as coisas que via errado e se sentia impotente por não fazer nada, mas que não queria “falar” naquele dia. Perguntei... Quer trazer isso como uma situação para compartilharmos hoje? Ela disse que sim.... O tema que trouxe foi escolhido... A princípio, muitos estavam indignados com alguma situação em suas vidas que não podiam mudar.... Contextualizamos a situação trazida... Desmembrou-se. Chegamos a uma conclusão... A indignação não era apenas com algo ali, que via e que não podia concertar. Isso se estendia durante toda a sua vida. Ela se sentia responsável por tudo e por todos desde sempre e se via sob excesso de pressão porque as coisas às vezes não podiam por ela ser controladas ou evitadas.
Na partilha, problematizamos, dividimos e contamos as nossas histórias. Ali, uma participante falou. Eu já passei por isso.... Já vivi cheia de preocupação, não agüentava mais, estava sempre vivendo a vida dos outros. Eu perguntei... Fulana... o que você fez para mudar essa situação? O que você fez para se sentir melhor? Como superou isso? Ela disse... Dividi as responsabilidades. Um pouco pra eles, um pouco pra mim. Assim eu fico mais leve. Estou feliz agora e agora posso viver melhor...
.
Encerramos num balanço suave e acolhedor...
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por Marcelo Pimentel Abdala Costa
Psicólogo CRP 05/29636
Terapeuta Comunitário
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Terapia Comunitária
Danças Circulares
A amiga Clarice Líbano, bióloga e especialista em Danças Circulares e Sagradas, estará realizando no dia 19 de setembro, a Oficina de Aprendizado de Danças Circulares em Teresópolis - RJ. Propõe ao grupo, através da dança, integração, acolhimento e celebração.

Informações:
Clarice Líbano claricelibano@yahoo.com.br
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Terapia Comunitária,
Teresópolis
domingo, 30 de agosto de 2009
John Winston Lennon, Os Beatles
Pouca coisa poderia ser dita que não batesse no estereótipo. Algo gostaria, no entanto, de tentar dizer, a partir do visto em entrevista de Raimundo Fagner na televisão, dias atrás. Lembrava o compositor e cantor cearense, em moda nos tempos em que cheguei ao Brasil, como os Beatles influenciaram a sua vida. Contou que seu pai e seus irmãos disputavam o banheiro para cantarem em casa, e que ele mesmo aprendera sozinho a tocar violão, graças ao instrumento ganhado de padres salesianos que elaboravam tais tipos de objetos, na sua infância.
Escutando Fagner falar, vendo seu rosto e as suas expressões, lembrava de algo que ele dissera: I wanna hold your hand foi a canção que mais o impactou naquela época, na sua infância. Algo nele mudo para sempre ao ouvir essa música. Comigo, fora Twist and Shout. Lembro que quando ouvi pela primeira vez essa canção, estava no colégio interno. Um colega nosso, Ringo Tealdi, tocava bateria e algumas dessas canções eram ouvidas entre nós. Eu soube que eu era possível, que eu podia ser. Anos depois, já de volta em Mendoza, na minha cidade natal, os Beatles continuavam a tocar e a subir nas paradas de sucesso. Cada novo disco deles era como que um embalo para a vida.
Eram tempos difíceis. Anos de fatos que não devo lembrar. Fatos que marcaram a minha vida ao ponto de hoje, mais de 30 anos depois, não poder mais ouvir algumas palavras, sequer alusões a determinadas coisas. Mas não é para lembrar o que hoje não posso nem devo lembrar, e sim para lembrar o que me permitiu estar agora, nesta manhã de 31 de agosto de 2009, estar escrevendo estas coisas, e lembrando daqueles quatro cantores e músicos que tornaram possível a vida de gente como eu, espalhada aos milhares pelo mundo afora. Estados Unidos se prepara ara instalar bases militares na Colômbia, repetindo fatos e situações que levaram a sentimentos que nunca mais devem se repetir na vida de ninguém.
É necessário que se reflita e em tempo se detenha essa iniciativa. Não é tempo disso, das coisas que os que passamos por aqueles anos, não podemos sequer evocar. É tempo de recordar o que deteve a escalada da violência naqueles e nestes tempos, e eu os Beatles, de um modo ou de outro, estão sempre a recordar: Nothing you can do that can´t be done. Não há nada que possas fazer que não possa ser feito. Tudo que precisas é amor. All you need is love. Love, love, love. Qué pode superar o poder do amor. Nem crenças, nem instituições ou ideologias, nada pode ser maior ou mais forte do que o amor. E ele toca o coração de todas as pessoas. Nesta madrugada em eu estas linhas são escritas, quero recordar algo que também os Beatles e John Lennon nos lembram. O poder da paz, e aí a figura de Mahatma Gandhi é evocada, sem dúvida.
Paz e amor, bandeiras daqueles tempos e destes tempos, de todo tempo. Obrigado, John, obrigado, Paul, George, e sobre tudo Ringo. Obrigado por nos lembrarem, agora e sempre, de que há uma única revolução inadiável, uma que não envolve agressões a ninguém nem a nós mesmos, e que está únicamente nas nossas mãos, a revolução interior. Gandhi disse alguma vez, ter assumido a imensa tarefa de tentar mudar a única pessoa que ele poderia mudar, a sí mesmo. Os Beatles nos lembram da luz interior, a mudança de mente e coração, imprscindível para ver o outro e a outra pessoa como um semelhante. Não um igual que não somos produção em série, mas um semelhante, alguém em que, como em mim e nas folhas e nas estrelas, no brilho do sol e no mistério da vida, está manifesta a vontade desse ser a quem chamamos de Deus, a Divina Mãe, Pacha Mama, Inti, ou como possamos chamá-lo ou chamá-la.
Que mais do que de novas crenças, precisamos de novas experiências, como Gandhi fazia e os Beatles também fizeram e continuam a fazer, com a sua constante presença no mundo de hoje. Paz, amor. Não sei como possam a ti, leitor ou leitora, soar estas palavras. Não estou querendo convencer ninguém de nada. Apenas partilhar coisas que sinto que devo escrever nesta madrugada.
Escutando Fagner falar, vendo seu rosto e as suas expressões, lembrava de algo que ele dissera: I wanna hold your hand foi a canção que mais o impactou naquela época, na sua infância. Algo nele mudo para sempre ao ouvir essa música. Comigo, fora Twist and Shout. Lembro que quando ouvi pela primeira vez essa canção, estava no colégio interno. Um colega nosso, Ringo Tealdi, tocava bateria e algumas dessas canções eram ouvidas entre nós. Eu soube que eu era possível, que eu podia ser. Anos depois, já de volta em Mendoza, na minha cidade natal, os Beatles continuavam a tocar e a subir nas paradas de sucesso. Cada novo disco deles era como que um embalo para a vida.
Eram tempos difíceis. Anos de fatos que não devo lembrar. Fatos que marcaram a minha vida ao ponto de hoje, mais de 30 anos depois, não poder mais ouvir algumas palavras, sequer alusões a determinadas coisas. Mas não é para lembrar o que hoje não posso nem devo lembrar, e sim para lembrar o que me permitiu estar agora, nesta manhã de 31 de agosto de 2009, estar escrevendo estas coisas, e lembrando daqueles quatro cantores e músicos que tornaram possível a vida de gente como eu, espalhada aos milhares pelo mundo afora. Estados Unidos se prepara ara instalar bases militares na Colômbia, repetindo fatos e situações que levaram a sentimentos que nunca mais devem se repetir na vida de ninguém.
É necessário que se reflita e em tempo se detenha essa iniciativa. Não é tempo disso, das coisas que os que passamos por aqueles anos, não podemos sequer evocar. É tempo de recordar o que deteve a escalada da violência naqueles e nestes tempos, e eu os Beatles, de um modo ou de outro, estão sempre a recordar: Nothing you can do that can´t be done. Não há nada que possas fazer que não possa ser feito. Tudo que precisas é amor. All you need is love. Love, love, love. Qué pode superar o poder do amor. Nem crenças, nem instituições ou ideologias, nada pode ser maior ou mais forte do que o amor. E ele toca o coração de todas as pessoas. Nesta madrugada em eu estas linhas são escritas, quero recordar algo que também os Beatles e John Lennon nos lembram. O poder da paz, e aí a figura de Mahatma Gandhi é evocada, sem dúvida.
Paz e amor, bandeiras daqueles tempos e destes tempos, de todo tempo. Obrigado, John, obrigado, Paul, George, e sobre tudo Ringo. Obrigado por nos lembrarem, agora e sempre, de que há uma única revolução inadiável, uma que não envolve agressões a ninguém nem a nós mesmos, e que está únicamente nas nossas mãos, a revolução interior. Gandhi disse alguma vez, ter assumido a imensa tarefa de tentar mudar a única pessoa que ele poderia mudar, a sí mesmo. Os Beatles nos lembram da luz interior, a mudança de mente e coração, imprscindível para ver o outro e a outra pessoa como um semelhante. Não um igual que não somos produção em série, mas um semelhante, alguém em que, como em mim e nas folhas e nas estrelas, no brilho do sol e no mistério da vida, está manifesta a vontade desse ser a quem chamamos de Deus, a Divina Mãe, Pacha Mama, Inti, ou como possamos chamá-lo ou chamá-la.
Que mais do que de novas crenças, precisamos de novas experiências, como Gandhi fazia e os Beatles também fizeram e continuam a fazer, com a sua constante presença no mundo de hoje. Paz, amor. Não sei como possam a ti, leitor ou leitora, soar estas palavras. Não estou querendo convencer ninguém de nada. Apenas partilhar coisas que sinto que devo escrever nesta madrugada.
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sábado, 29 de agosto de 2009
Formação de terapeutas comunitários em Sousa, PB
Entre os dias 24 e 28 de agosto de 2009, realizou-se na cidade de Sousa, o segundo módulo do curso de formação em terapia comunitária organizado pelo MISC-PB em colaboração com o Programa de Posgraduação em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba. Na oportunidade, mais de 60 cursistas oriundos da própria cidade, bem como dos municípios de Pau dos Ferros, Santa Luzia, Bonito de Santa Fé, Cajazeiras, e outros lugares, se reuniram no Centro de Formação e Treinamento de Professores, para trabalharem suas competências no cuidado à saúde, de acordo com o livro do Prof Adalberto de Paula Barreto, onde está fundamentada a terapia comunitária integrativa e sistêmica. Esta tecnologia de cuidado se baseia, entre outras coisas, na resiliência, a carência que gera competência. Outro dos pilares, o pensamento de Paulo Freire, estabelece a horizontalidade e a circularidade do saber, na busca da autonomia da pessoa e da comunidade. O pensamento sistêmico e a teoria da comunicação humana, unidos à antropologia cultural, completam a fundamentação desta atividade. As pessoas, na sua maioria, trabalham na estratégia de Saúde da Família, sendo na sua grande maioria, agentes comunitários de saúde, poucos/as médicos/as, pedagogos, etc, ligados ao cuidado humano. Nestes encontros, trocam-se experiências, se fortalecem vínculos entre as pessoas, frequentemente premidas por urgências da sobrevivência e relações de trabalho. A busca de si, a necessidade da pessoa ser o que ela é e não o que os outros desejam que seja, ouviu-se com ênfase na avaliação final dos cinco dias de vivência, da parte de muitos dos participantes. Outros, enfatizaram a necessidade de evitarem julgamentos na relação com os participantes das rodas de terapia e do público que atendem. Vivências como as do sol e da lua, do feminino e do masculino em cada um, mostraram a alguns e algumas, a importância do autoconhecimento das próprias fases e da realidade interna, para um agir de acordo com a própria natureza e não de maneira mecânica, técnica. Chama a atenção, nestes eventos, a socialização e a partilha de saberes antigos, populares e cientificos, religiosos de variadas origens, amalgamados na reconstrução constante de uma humanidade mais aberta à pluralidade e ao respeito às diferenças, mais solidária, num esforço permanente de conhecimento pessoal e coletivo, nas bases da sociedade.
sexta-feira, 28 de agosto de 2009
segunda-feira, 24 de agosto de 2009
Conversas com Adalberto Barreto
A Entrevista abaixo, dividida em três partes, fora realizada pelo Terapeuta Comunitário Luiz Fernando Sarmento
Para adquiri-la, entre em contato com Luiz pelo telefone (21) 2205.9785 ou pelo e-mail luizfernandosarmento@gmail.com
http://videolog.uol.com.br/luizfernandosarmento
.
Para adquiri-la, entre em contato com Luiz pelo telefone (21) 2205.9785 ou pelo e-mail luizfernandosarmento@gmail.com
http://videolog.uol.com.br/luizfernandosarmento
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domingo, 23 de agosto de 2009
Redes Comunitárias
"O que é Rede Comunitária?
Redes Comunitárias promovem conexões para cooperar, trocar, construir parceiras entre comunidades populares, instituições públicas, privadas e do terceiro setor.
A Rede é um espaço coletivo, que prevê a participação de todos. Detalhe fundamental: na Rede, pessoas e instituições diferentes interagem em termos de igualdade".
http://www.redescomunitarias.org.br
"(...)O site Redes Comunitárias faz parte do projeto
desenvolvido originalmente pelo Serviço Social do Comércio – Sesc Rio.
Nas Redes Comunitárias, pessoas e instituições diferentes
interagem em termos de igualdade.
O objetivo deste site é ampliar conexões, promover parcerias,
fortalecer iniciativas sociais e comunitárias.
Este espaço facilita a comunicação
entre quem oferece e quem procura.
Fazer algo pelo bem estar de todos
está ao nosso alcance.
Cada um de nós tem algo a oferecer.
Algo que temos a mais e que poderá ser útil a outros:
bens materiais, conhecimento, acessos,
espaços, trabalho voluntário, recursos,
afeto, carinho, atenção...
Muitos de nós procuram exatamente por aquilo
que outros podem oferecer"
PARTICIPE!
Fonte: http://www.redescomunitarias.org.br
Redes Comunitárias promovem conexões para cooperar, trocar, construir parceiras entre comunidades populares, instituições públicas, privadas e do terceiro setor.
A Rede é um espaço coletivo, que prevê a participação de todos. Detalhe fundamental: na Rede, pessoas e instituições diferentes interagem em termos de igualdade".
http://www.redescomunitarias.org.br
"(...)O site Redes Comunitárias faz parte do projeto
desenvolvido originalmente pelo Serviço Social do Comércio – Sesc Rio.
Nas Redes Comunitárias, pessoas e instituições diferentes
interagem em termos de igualdade.
O objetivo deste site é ampliar conexões, promover parcerias,
fortalecer iniciativas sociais e comunitárias.
Este espaço facilita a comunicação
entre quem oferece e quem procura.
Fazer algo pelo bem estar de todos
está ao nosso alcance.
Cada um de nós tem algo a oferecer.
Algo que temos a mais e que poderá ser útil a outros:
bens materiais, conhecimento, acessos,
espaços, trabalho voluntário, recursos,
afeto, carinho, atenção...
Muitos de nós procuram exatamente por aquilo
que outros podem oferecer"
PARTICIPE!
Fonte: http://www.redescomunitarias.org.br
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Parlendas
"As parlendas são versinhos com temática infantil que são recitados em brincadeiras de crianças. Possuem uma rima fácil e, por isso, são populares entre as crianças. Muitas parlendas são usadas em jogos para melhorar o relacionamento entre os participantes ou apenas por diversão. Muitas parlendas são antigas e, algunas delas, foram criadas, há décadas. Elas fazem parte do folclore brasileiro, pois representam uma importante tradição cultural do nosso povo.
Parlendas com os alunos da Escola Irene Ortega de Mirassol D'Oeste-MT
Alguns exemplos de parlendas:
Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.
***
Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?
Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo com os braços, num movimento gracioso.
Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças".
Fonte: http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/parlendas.htm
Parlendas com os alunos da Escola Irene Ortega de Mirassol D'Oeste-MT
Alguns exemplos de parlendas:
Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, feijão no prato.
Cinco, seis, chegou minha vez
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis.
***
Serra, serra, serrador! Serra o papo do vovô! Quantas tábuas já serrou?
Uma delas diz um número e as duas, sem soltarem as mãos, dão um giro completo com os braços, num movimento gracioso.
Repetem os giros até completar o número dito por uma das crianças".
Fonte: http://www.suapesquisa.com/folclorebrasileiro/parlendas.htm
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PARTEIRAS DO RIO GRANDE DO SUL
Documentário que retrata a história de antigas parteiras do estado do Rio Grande do Sul. Diferentes mulheres que trouxeram ao mundo milhares de vidas.
Este documentário fez parte da exposição "Mulheres e Práticas de Saúde", no Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul. (www.muhm.org.br)
Direção: Felipe Henrique Gavioli Roteiro: Felipe Henrique Gavioli/Marli Gavioli Pesquisas e Entrevistas: Éverton Quevedo Documentário que retrata a história de antigas parteiras do estado do Rio G...
Direção: Felipe Henrique Gavioli
Roteiro: Felipe Henrique Gavioli/Marli Gavioli
Pesquisas e Entrevistas: Éverton Quevedo
Este documentário fez parte da exposição "Mulheres e Práticas de Saúde", no Museu de História da Medicina do Rio Grande do Sul. (www.muhm.org.br)
Direção: Felipe Henrique Gavioli Roteiro: Felipe Henrique Gavioli/Marli Gavioli Pesquisas e Entrevistas: Éverton Quevedo Documentário que retrata a história de antigas parteiras do estado do Rio G...
Direção: Felipe Henrique Gavioli
Roteiro: Felipe Henrique Gavioli/Marli Gavioli
Pesquisas e Entrevistas: Éverton Quevedo
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