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domingo, 13 de setembro de 2009

RODA POÉTICA DE TERAPIA COMUNITÁRIA - MITCO FAZ 1 ANO



PSYCHÉ - Espaço de Filosofia e Ciência
Espaço de encontros para refletir, viver e compreender, com o outro, situações que ampliem os saberes


C O N V I D A

RODA POÉTICA DE TERAPIA COMUNITÁRIA

c e l e b r a n d o


1 ANO DE EXISTÊNCIA DO COLETIVO MITCO
MITCO - Movimento Integrado de Terapia Comunitária
e
Aniversário do Poeta Vinicius de Moraes

DATA: 20/10/09
18h30 às 21h30

Local: CASCATINHA - NOVA FRIBURGO - RJ

TRAZER BEBIDA E UM PRATO DOCE OU SALGADO PARA PARTILHAR

Confirmar a presença:

Marcelo - (22) 9971.7261
marceloabdala_psi@yahoo.com.br
Virgínia - (21) 8824.0940 / (22) 8119.2509
lopessampaio@gmail.com

Coordenação:
Marcelo Pimentel Abdala Costa
Virgínia Lopes Sampaio

http://mitco-nf.blogspot.com/
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sexta-feira, 11 de setembro de 2009

A poesia do Terapeuta Comunitário

A TERAPIA DO COTIDIANO

Farei meu cotidiano com eles,
Nossa terapia comunitária.

Se não houver cadeiras,
Usaremos tijolos.
Se não houver salas,
Sentaremos à beira do riacho,
Debaixo de uma mangueira...

Trataremos apenas do possível, sem segredos.
Falaremos de coisas simples,
Do nosso dia-a-dia.
A noite mal dormida,
Um amor que partiu,
Um sonho que não se realizou...

Cantaremos juntos, nossas cantigas,
Aquelas que ouvimos desde criança,
Ou aquelas que encantam os nossos corações
E embalam nossa carência afetiva...

Vamos celebrar a vida,
Cantando e batendo palmas...
Pois é assim que se celebra,
Com alegria e felicidade, ritmo e poesia...

Á Adalberto e Airton Barreto,
À Terapia Comunitária
E aos terapeutas comunitários
da comunidade humana.

Marcelo Pimentel Abdala Costa

Em meio ao espírito do
V Congresso Brasileiro de
Terapia Comunitária
Nova Friburgo - RJ
10 de setembro de 2009

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

RELATO DE UMA RODA DE TERAPIA COMUNITARIA

APRENDENDO A DIVIDIR AS RESPONSABILIDADES...

Faltavam 20 minutos para o início da TC e, enquanto esperávamos a chegada de outros participantes, cantávamos. Colhemos algumas músicas, nos animamos juntos e cantando convidamos outros. Estava tão festivo, que acharam que já tínhamos começado...

Iniciamos a TC com uma brincadeira coletada pelo próprio grupo. Uma ciranda, pé no chão, bate com a mão... gira para um lado, gira pro outro. Todos à vontade...

Chegando a hora de falar... uma pessoa disse que estava indignada com as coisas que via errado e se sentia impotente por não fazer nada, mas que não queria “falar” naquele dia. Perguntei... Quer trazer isso como uma situação para compartilharmos hoje? Ela disse que sim.... O tema que trouxe foi escolhido... A princípio, muitos estavam indignados com alguma situação em suas vidas que não podiam mudar.... Contextualizamos a situação trazida... Desmembrou-se. Chegamos a uma conclusão... A indignação não era apenas com algo ali, que via e que não podia concertar. Isso se estendia durante toda a sua vida. Ela se sentia responsável por tudo e por todos desde sempre e se via sob excesso de pressão porque as coisas às vezes não podiam por ela ser controladas ou evitadas.

Na partilha, problematizamos, dividimos e contamos as nossas histórias. Ali, uma participante falou. Eu já passei por isso.... Já vivi cheia de preocupação, não agüentava mais, estava sempre vivendo a vida dos outros. Eu perguntei... Fulana... o que você fez para mudar essa situação? O que você fez para se sentir melhor? Como superou isso? Ela disse... Dividi as responsabilidades. Um pouco pra eles, um pouco pra mim. Assim eu fico mais leve. Estou feliz agora e agora posso viver melhor...
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Encerramos num balanço suave e acolhedor...
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por Marcelo Pimentel Abdala Costa
Psicólogo CRP 05/29636
Terapeuta Comunitário

quarta-feira, 6 de maio de 2009

ENCONTRO DE INTEGRAÇÃO DO CUIDAR

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Facilitadores
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José Carlos Bastos
Psicólogo Clínico CRP 05/11513, Terapeuta Comunitário com especificação em Técnicas de Resgate da Autoestima (Cuidando do Cuidador), Terapeuta Reichano pelo Centro de Investigação Orgonômica Wilhelm Reich e Economista Sexual http://dinamicasdaconvivencia.blogspot.com/

Marcelo Pimentel Abdala Costa
Psicólogo CRP 05/29636, Terapeuta Comunitário com especificação em Técnicas de Resgate da Autoestima (Cuidando do Cuidador) e Autor do Projeto“A Prática da Terapia Comunitária no Centro de Atenção Psicossocial de Nova Friburgo apresentado no I Congresso Brasileiro de Saúde Mental
http://dinamicasdaconvivencia.blogspot.com/
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Equipe Complementar
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Joana Carelli (Consciência Corporal)
Possui formação em Consciência Corporal e dança contemporânea pela Escola Angel Vianna, Terapeuta Corporal (Ayurvédica e massagem chinesa), Terapeuta Crânio-Sacral pelo Upledger Institute.

Isaías Mostowski (Terapia do Canto)
Terapeuta Holístico, co-criador da “Terapia do Canto”, Massoterapeuta (reflexologia), músico e artista plástico.

Pablo Bursztein (Terapia do Canto)
Psicólogo, Terapeuta Familiar Sistêmico pelo Instituto Familiae – SP, Terapeuta Corporal pela USP, Pesquisador de Narrativas Orais, Arte Educador, Mestre em Ecologia Social pelo EICOS – IP – UFRJ, Trainer em Máster Practitioner em Programação Neurolinguística pela Actius Consultoria e Desenvolvimento e possui formação em Hipnoterapia Ericksoniana.

Clarice Líbano (Danças Circulares)
Bióloga pela UFRJ, Orientadora de Dança e Movimento de Gurdjieff do Instituto para o Desenvolvimento Humano Integral – IDHI, possui formação em Danças Circulares Sagradas e treinamento em Danças étnicas, folclóricas, circulares sagradas e da Paz Universal, Professora de Dança
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PROGRAMA:

Ficha de Inscrição:

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Cartaz:
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Fotos do Local:
(tiradas durante a Formação em Terapia Comunitária, 2008)
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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

A apresentação do trabalho aprovado . . .

Com o apoio de familiares e amigos interessados em contribuir com a apresentação de um trabalho que fala de um movimento novo, popular, dialógico, denominado Terapia Comunitária, conseguimos a verba para ir à Florianópolis apresentar o Projeto "A PRÁTICA DA TERAPIA COMUNITÁRIA NO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL DE NOVA FRIBURGO", de autoria de Marcelo P. Abdala Costa e Virgínia Lopes Sampaio, aprovado no I Congresso Brasileiro de Saúde Mental, SC em Dezembro deste ano.

Ao chegar na Universidade, participamos de uma roda de Terapia Comunitária, dirigida por Doralice, do Movimento Integrado de Saúde Comuniária do Distrito Federal.

Na apresentação, em poucas palavras, falamos um pouco, entre especialistas, sobre a prática propriamente dita da Terapia Comunitária no CAPS, de como é importante ter as regras visualizadas, de como este trabalho é um trabalho "diferente" para esses participantes... e de como é necessário, manter o vínculo!
Depois disso, realizamos na prática a própria TC para mostrar como o trabalho é feito.

E assim... mais um fio foi tecido!

domingo, 14 de dezembro de 2008

"Cuidar-se para poder cuidar do outro"

E . . .

Ainda sobre a formação no Ceará (posto que ainda estamos a receber fotos dos encontros) . . . eis a lua...

A bênção!



Neste cenário natural...

O cuidar-se como princípio maior, nos possibilita, em contato com a natureza, e a nossa própria,
posto que só reconheço no outro aquilo que conheço em mim, cuidar e acolher o outro . . .

agradecendo . . .


A "Rainha" Teresa

metamorfoseando-me:


A Borboleta Catarina, o símbolo da transformação.

vivenciando as minhas histórias...




celebrando . . .




trabalhando a auto-estima:




salvando a vida...


Avistamos um mico-sagüí correndo na areia da praia. Tivemos a idéia de resgatar o mico que se encontrava cheio de areia, magro, provavelmente desidratado e assustado. Embrulhado, cuidadosamente em uma blusa, trouxemos o animal para as Ocas do Índio, onde pôde receber alimento e a companhia de outros micos.

E . .

Integrando o saber popular ao saber científico...



Seu Zequinha, terapeuta do Projeto 4 varas, em Pirambú, Ceará, fala com o Marcelo sobre o Movimento de Articulação Popular (MAP), criado por ele, para debater sobre situações da comunidade.



Aqui seu Zequinha entrega ao Marcelo o documento do Movimento de Articulação Popular (MAP) e resposta de documento que enviou a presidência sobre problemas da comunidade.
Da esquerda para direita: Nancy, Bethânia, Nadima, Marcelo Abdala, Seu Zequinha e, sentada Regina Celi.



O Sol, nos abençoa a partida . . .


domingo, 30 de novembro de 2008

A formação no Ceará

"Cuidar-se para poder cuidar do outro"

De todos os lugares do Brasil, São Paulo, Paraná, Fortaleza, Rio de Janeiro, Niterói, Minas Gerais, Pernambuco, Brasília, Roraima, Rondônia e de outros países, Espanha e Dinamarca, um grupo de pessoas se reuniu para se cuidar mutuamente. O objetivo dessa formação para quem deseja ser um cuidador é: "Capacitar agentes multiplicadores para atuarem nas suas comunidades e instituições, ampliando o conhecimento de técnicas específicas na perspectiva do reforço da auto-estima, valorizando o auto-conhecimento como recurso de transformação pessocial e social. Possibilitar a ampliação do campo da intervenção terapêutica, vivenciadno técnicas e aprendendo a aplicá-las."

Do grupo de 60 terapeutas comunitários que estão se formando em Nova Friburgo - RJ, quase 20 foram para o Ceará fazer a formação nos dias 9 a 17 de Novembro de 2008



Ao chegar no Aeroporto do Ceará, já era visível, nas paredes, a criatividade desse povo e a valorização de sua arte


Chegávamos no fim de um dia para o início de um aprendizado.
O sol nos abençoou a chegada na Oca do Cuidar. . .



A Pousada onde iriamos fazer a formação era "azul" e "verde", decorada com palhas e coqueiros herdados de antepassados locais, os índios de Canindé. Eis o motivo da aranha, da rede, do homem, da cultura.




A nossa casa de cura, o SPA da pousada, despertava coisas em nós...



E cuidando de nós, começamos nosso trabalho. Todos juntos, sem suas especializações . . . apenas com suas humanidades . . .


Marcelo Abdala e Adalberto Barreto


Esqueda para direita em pé: Rosana, Luziano, Adalberto Barreto, Marcelo Abdala,
Cristina, Nancy Lino, Nadima.
Esqueda para direita, sentadas: Bethânia, Regina, (?) e Nenê.

Na quinta-feira, algumas pessoas se dirigiam à favela de Pirambu, no Ceará, a 2ª maior favela do Brasil. Lá, fora plantada a semente da Terapia Comunitária e o início de um trabalho amoroso e de valorização da vida, o PROJETO 4 VARAS.






A História:

Contou-nos Airton, apaixonadamente, que fora um padre francês chamado Henri Marie Le Boursicaud, o Padre Henrique, "da região da Bretânha no sul da França, fundou, em 1972, a comunidade de Emaús Liberté. Em 1985, visitou o Brasil e, em 1986, fundou, em São Paulo, a primeira comunidade de Emaús do Brasil, sempre questionando as instituições e dizendo que sua ligação com elas é como um fio de cabelo. É um padre operário, que, aos 75 anos, andou de Paris à Roma, à pé. Tem escrito 22 livros que falam sempre de vida. Dentro do Movimento Emaús, costuma-se dizer que Abbé Pierre é o homem da França e Henri é o homem do mundo.

"Um advogado recém-formado, chamado Airton Barreto, decidiu viver e lutar pelos direitos humanos dos moradores de uma favela chamada Pirambu, em Fortaleza. Ao chegar lá para ajudar aquela população começou a perceber que muitas das demandas não eram apenas jurídicas, mas problemas de todo tipo, relacionamentos, álcool e outros.
Esses indivíduos eram encaminhados para Adalberto Barreto, psiquiatra e irmão de Ailton, que trabalhava na Universidade Federal do Ceará. Como Adalberto não tinha condição de atender a todos, foram criados grupos, mas ao invés de levá-los a universidade, Adalberto foi lá ver de perto e estar junto da comunidade. Foi assim, há 20 anos, que surgiu a Terapia Comunitária (TC), experiência que está sendo adotada na atenção primária pelo Ministério da Saúde.
Por meio de convênio entre o Ministério da Saúde e Universidade Federal do Ceará serão capacitados 1,1 mil profissionais das Equipes Saúde da Família até março de 2009. O Projeto de Implantação da Terapia Comunitária na Rede de Assistência à Saúde do SUS pretende desenvolver, ainda em 2008, nos profissionais da área da saúde as competências necessárias para promover as redes de apoio social na Atenção Básica. A proposta prevê a preparação dos profissionais para lidar com os sofrimentos e demandas psicossociais, de forma a ampliar a resolutividade desse nível de atenção. O sofrimento pode preceder ou acompanhar uma patologia.
O curso de capacitação profissional será composto por 360 horas/aula, estão previstas 15 turmas com 70 profissionais de saúde, distribuídas nas cinco regiões brasileiras. Preferencialmente, com participação de agentes comunitários de saúde atuantes em municípios que apresentem, no mínimo, 70% de cobertura da estratégia Saúde da Família.
PELO BRASIL – Hoje em dia, a TC está presente nas 27 unidades da federação. Ao todo, são 30 pólos formadores, que já treinaram 11,5 mil terapeutas comunitários. No Pólo Quatro Varas, são atendidos, em média, três mil pacientes por mês. A terapia, conduzida por um facilitador, acontece semanalmente em encontros de duas horas. A cada reunião, um problema é eleito para ser discutido. São valorizadas as histórias de vida dos participantes, o resgate da identidade, a restauração da auto-estima e da confiança em si, a ampliação da percepção dos problemas e possibilidades de resolução.
“Procura-se promover a saúde em espaços coletivos e deixar que a patologia seja tratada individualmente pelos especialistas. A prática tem demonstrado ser um instrumento valioso de intervenção psicossocial na saúde pública; um espaço de acolhimento, de escuta, palavra e vínculo”, explica Adalberto.
Das situações-problema discutidas no pólo Quatro Varas de Fortaleza, por exemplo, 88,5% foram resolvidas nas TC e apenas 11,5% necessitou de encaminhamento para a Atenção Básica/Saúde da Família. Adalberto Barreto, criador da terapia, chama a atenção para a ampliação do vínculo de apoio social que seus participantes passaram a contar: “um terço das pessoas aumentou a sua rede de apoio para serem acompanhadas aos serviços de saúde”.
METODOLOGIA DA TERAPIA - A situação-problema é apresentada por alguém e escolhida pelo grupo. O facilitador procura estimular e favorecer a partilha de experiências possibilitando a construção de redes de apoio social. Uma pergunta desencadeia a reflexão: “Quem já viveu algo parecido e o que fez para resolver?”.
Assim, a comunidade descobre que ela tem problemas, mas também tem as soluções. E aos poucos, vai se descobrindo que a superação não é obra particular de um indivíduo ou de um terapeuta, mas é da coletividade. Durante a terapia, não se pode dar conselhos ou sermões e, se necessário, interromper a narrativa da história com músicas, anedotas ou mesmo perguntas.
Temas mais freqüentes levados para a Terapia Comunitária
-Estresse e emoções negativas 26%-Conflitos familiares 19,7%-Dependências: álcool e outras drogas 11,7%-Questões ligadas ao trabalho 9,6%-Trabalho 9,6%-Depressão 9,3%-Fraturas dos vínculos sociais (Abandono, discriminação)-Violência 6%-Conflitos 3,6%-Outros 5,3%

Fonte: Ministério da Saúde
Site do Projeto 4 varas: http://www.4varas.com.br/
As pessoas reunidas, rezavam sem dizer suas preces. Os olhares se encontravam. As pessoas dançavam suas alegrias.


Nesta ciranda de vida e de encontros, encontramos:

Irmã Marta (em pé, de branco)




Dona Zilma

A rezadeira das 4 varas





Valorizada na comunidade, Dona Zilma faz a ponte entre o saber popular e o saber científico.

Raul de Xangô






Raul de Xangô trouxe-nos outras leituras.

O Cenário interior:


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

A PRÁTICA DA TERAPIA COMUNITÁRIA NO CAPS

CAPS - Nova Friburgo - RJ

O Centro de Atenção Psicossocial - CAPS, funciona como um dispositivo de atenção à saúde mental. O mesmo, através de diversas atividades, entre elas a Terapia Comunitária, pretende fornecer a pessoa com transtorno psíquico, um atendimento humanizado e acolhedor.
O CAPS faz parte da Política de Saúde Mental e funciona como um serviço substitutivo ao Hospital Psiquiátrico.
Abaixo, fotos da roda de Terapia Comunitária no CAPS de Nova Friburgo - RJ.




No mês passado o grupo de terapeutas, enviou um projeto sobre este trabalho para o I Congresso Brasileiro de Saúde Mental. Este projeto foi aprovado e será apresentado em Florianópolis, em Dezembro deste ano.

Um trecho do projeto:

"A Terapia Comunitária, prática de ação psicossocial, criada pelo antropólogo e psiquiatra Adalberto Barreto na favela do Pirambu, em Fortaleza, constitui não só prática de intervenção, mas, sobretudo, espaço social de troca e partilha de experiências de vida. O espaço sendo público, portanto aberto a todos, propicia reconstrução da identidade, através do resgate da auto-estima, valorização de saberes e etc. Um dos objetivos é transformar as carências em competências, através do reconhecimento das próprias estratégias sociais e das respostas que os participantes em grupo dão. Há também, no processo de re-conhecimento de si e do outro, importância na expressão do corpo como veículo de comunicação da subjetividade, do sofrimento, e do processo relacional que estabelecemos com o espaço social e com o mundo através de cantos, dinâmicas de aquecimento, abraços, propostos pelo próprio grupo. A prática da Terapia Comunitária no CAPS torna-se um desafio, pois ao utilizar esse trabalho com pessoas que apresentam transtornos mentais severos, lidamos com a dificuldade dos usuários simbolizarem as emoções e sentimentos. Contudo, a invenção que se articula, propicia uma fala e uma escuta própria, uma forma de se manifestar que torna possível o encontro com suas próprias dificuldades e situações de vida (...)".


De blusa amarela, o psicólogo e terapeuta comunitário Marcelo Abdala.
À sua esquerda, a terapeuta comunitária Malake e à sua direita a psicóloga e terapeuta comunitária Virgínia.


O "centro" de nossa roda.






Para assinar o manifesto IV conferência Nacional de Saúde Mental Já!!!!! , acesse http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/noticias/noticia_081017_002.html

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Grupo Mangalam - Cantos Sagrados



Este grupo destina-se a transmissão do amor e da alegria, da reflexão interior e construção da unidade através da multiplicidade. Cantamos para a divindade superior através de diversos nomes, como Brahma e Oxalá por exemplo. Temos o objetivo de levar esses cânticos para instituições que abrigam pessoas, para espaços diversos, para tocar o coração de quem quer receber a mensagem, a mensagem dela para ela mesma, com ela, através da música e de cânticos cantados por sistemas religiosos distintos mas unos com os princípios do Amor, Harmonia, Verdade, Saúde, Paz, Felicidade, Caminhos Abertos, Gratidão, Humildade e etc. O Grupo Mangalam inicia seu trabalho em Nova Friburgo - RJ e não possui enquanto grupo, uma religião específica. Cada componente segue sua crença espiritual distinta e através do respeito mútuo, cria um espaço para o estudo de músicas, cânticos, hinos, pontos e os leva aos ouvidos de quem está aberto para o sentir.
Para assistir um trecho de uma apresentação, acessar http://br.youtube.com/watch?v=ZFwFEm8Bu7M
O Grupo se apresenta todos os terceiros sábados do mês, no Centro Holístico Mangalam, situado na Rua Cristina Ziede. Para entrar em contato com o grupo, envie e-mail para grupomangalam@yahoo.com.br

terça-feira, 21 de outubro de 2008

I Congresso Brasileiro de Saúde Mental



Foi aprovado hoje, o projeto A PRÁTICA DA TERAPIA COMUNITÁRIA NO CENTRO DE ATENÇÃO PSICOSSOCIAL DE NOVA FRIBURGO - RJ, de autoria de Marcelo Pimentel Abdala Costa e Virgínia Lopes Sampaio. Este, será apresentado no I Congresso Brasileiro de Saúde Mental, a ser realizado em Florianópolis, na Universidade Federal de Santa Catarina , nos dias 2 a 5 de Dezembro de 2008.


Eis um trecho do resumo do projeto:
"A Terapia Comunitária, prática de ação psicossocial, criada pelo antropólogo e psiquiatra Adalberto Barreto na favela do Pirambu, em Fortaleza, constitui não só prática de intervenção, mas, sobretudo, espaço social de troca e partilha de experiências de vida. O espaço sendo público, portanto aberto a todos, propicia reconstrução da identidade, através do resgate da auto-estima, valorização de saberes e etc. Um dos objetivos é transformar as carências em competências, através do reconhecimento das próprias estratégias sociais e das respostas que os participantes em grupo dão. Há também, no processo de re-conhecimento de si e do outro, importância na expressão do corpo como veículo de comunicação da subjetividade, do sofrimento, e do processo relacional que estabelecemos com o espaço social e com o mundo através de cantos, dinâmicas de aquecimento, abraços, propostos pelo próprio grupo. A prática da Terapia Comunitária no CAPS torna-se um desafio, pois ao utilizar esse trabalho com pessoas que apresentam transtornos mentais severos, lidamos com a dificuldade dos usuários simbolizarem as emoções e sentimentos. Contudo, a invenção que se articula, propicia uma fala e uma escuta própria, uma forma de se manifestar que torna possível o encontro com suas próprias dificuldades e situações de vida (...)".


Hall Exposições

domingo, 19 de outubro de 2008

DATA OFICIAL DO BLOG DO MITCO

Hoje, dia 19 de outubro, dia de nascimento do Poeta Vinícius de Moraes, fica registrado o nascimento do Movimento Integrado de Terapia COmunitária de Nova Friburgo, pois foi a data que o seu criador, Adalberto Barreto, autorizou e apoiou a idéia do Movimento como espaço para o apoio e valorização da vida.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

"MITCO"

Movimento Integrado de Terapia COmunitária
de Nova Friburgo

Alusão a palavra "Mítico", que é da natureza dos mitos, fabuloso, fantástico. Do latim mythicu, do grego mythikós. Tradição que, sob a forma de alegoria, simboliza um facto natural, histórico ou filosófico; construção pura do espírito. "Um mito é uma narrativa tradicional com caráter explicativo e/ou simbólico, profundamente relacionado com uma dada cultura e/ou religião. O mito procura explicar os principais acontecimentos da vida (...). Pode-se dizer que o mito é uma primeira tentativa de explicar a realidade. (...) Ao mito está associado o rito. O rito é o modo de se pôr em ação o mito na vida do Homem ".

Fazendo uma ponte com a Terapia Comunitária, a mesma é definida como "(...) um instrumento que nos permite construir redes sociais solidárias de promoção da vida e mobilizar os recursos e as competências dos indivíduos, das famílias e das comunidades. Procura suscitar a dimensão terapêutica do próprio grupo valorizando a herança cultural dos nossos antepassados indígenas, africanos, europeus e orientais, bem como o saber produzido pela experiência de vida de cada um". (Adalberto Barreto)

Nesse "sentido emprestado", não desejo pensar o conceito do termo mito, ou mítico, de modo pejorativo, já que este, por definição é usado assim quando se refere a crenças comuns, mas aludir a carga simbólica que há na fala emprestada daquele que a utiliza para trazer a sua história. Refiro-me, com essa idéia, aos relatos e histórias, sobretudo, das culturas antigas que foram, em grupo, contadas por seus antepassados milhares e milhares de vezes e que, organizados, constituem a sua história, sua mitologia.

No grupo de Terapia Comunitária, se valoriza essa história que é contada a partir das experiências de vida de cada um, se resgata essa identidade cultural, espiritual e sagrada do humano (e não dos Deuses).

Grato
Marcelo P. Abdala Costa