domingo, 29 de maio de 2011

É possível aprender a perdoar?

Mais uma vez o nosso tema na terapia foi o perdão: “Pra mim é muito difícil perdoar... eu fui traída durante a gravidez, todos sabiam, até minha família. Eu fui a última a saber e através de outras pessoas”. Perguntei a ela qual era o sentimento quando ela soube. “Eu senti raiva, ódio, vontade de matar os dois”. E hoje, qual o sentimento? “Ainda tenho muita raiva, ainda quero esganar os dois”.
Cinco anos se passaram, eles não estão mais juntos, ele teve uma filha com a outra mulher e está sozinho. Após tanto tempo o sentimento é o mesmo e ainda a leva a chorar ao relembrar. Ela contou que raramente fala sobre este assunto: “fico com isso guardado, só pra mim”. Ter a oportunidade de falar de sua dificuldade e reconhecê-la é o primeiro passo para a superação.
Outra participante contou uma experiência semelhante e disse que superou e, numa noite de Natal, abraçou o ex-marido e sua atual mulher. “Me senti leve, quando perdoei os dois”.

Na Terapia Comunitária temos a oportunidade de identificar nossas dificuldades a partir da dificuldade do outro, no grupo. Também se aprende numa roda de TC a acreditar que se o outro é capaz de perdoa, se sentir leve, eu também sou.

Na falta do perdão a pessoa segue a vida levando um peso sobre si, uma dor interminável. Devemos exercitar o perdão para aprender a exercê-lo. Então, devemos começar por pequenos desafios: se alguém pisa no seu pé, você desculpa; se chuta sua canela, você perdoa. Nas pequenas coisas você aprende a perdoar... até que um dia é capaz de perdoar quem feriu o seu coração. De repente, o peso que levava sobre as costas... que peso? Me senti leve!

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Terapeutas de Frequência do Brilho em Fortaleza

Terapeutas de Frequências de Brilho realizam encontro e divulgam a vinda de Christine Day à Fortaleza

Frequências de Brilho são um sistema de cura energética, em 4ª e 5ª dimensão, que atua no DNA e desperta áreas adormecidas e novas no cérebro, partindo do pressuposto que, além de existirmos em corpo físico, também somos seres de luz. Os terapeutas de Frequências de Brilho em Fortaleza realizarão uma série de encontros abertos ao público, mas com vagas limitadas, nos quais os interessados ouvirão um trecho do principal evento realizado para um grande público, sobre o tema no país: a Transmissão. Este trabalho de energia curativa e alinhamento energético foi criado pela australiana Christine Day, que virá em Fortaleza em novembro.



O próximo encontro será no dia 24 de maio, às 19h45min, no

Centro de Desenvolvimento Humano


Rua Marcondes Pereira, Nº 1266


(85) 3257.1357

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo telefone 32571357. Os oito encontros de divulgação e o próprio evento de Transmissão estão sendo organizados pelas terapeutas de Frequências de Brilho, Carmen Paula Menezes e Paula Guimarães.

A audição gratuita, como é chamado cada um dos oito encontros de divulgação da Transmissão de novembro, é uma oportunidade de, juntamente com terapeutas locais de Frequências de Brilho, ouvir um trecho do evento de Transmissão já realizado em outra cidade. É também uma forma de conhecer mais sobre Frequências de Brilho e de que modo esta terapia energética atua no corpo físico e espiritual. “Christine Day, a fundadora de Frequências de Brilho e uma das maiores mestras espirituais de nossa época, leva as pessoas numa jornada que ajuda a liberar emoções e traumas represados, através da respiração consciente e do uso de sons e da palavra falada”, explica a terapeuta Carmen Paula Menezes.

No Brasil, já foram realizados 15 eventos de Transmissão, tendo acontecido os oito primeiros em Salvador (2003 a 2008), três em Brasília (março de 2009, março de 2010 e abril de 2011), dois em São Paulo (setembro de 2009 e 2010), um no Rio de Janeiro (março de 2010) e um em Belo Horizonte (setembro de 2010). A média de público das cinco últimas transmissões foi de 800 pessoas. Em 2011, ainda acontecerão mais quatro Transmissões: 31/08/11 em São Paulo, 19/09/11 em Florianópolis, 11/10/11 em Belo Horizonte e 14/11/11 em Fortaleza.

Nos encontros, estarão disponíveis os ingressos para venda, bem como filipetas com informações sobre os locais de vendas de ingressos, calendário das audições gratuitas e divulgação dos nomes de terapeutas de Frequências de Brilho de Fortaleza

Confira o calendário de Audições Gratuitas, que acontecerão de maio a outubro em Fortaleza:


Serviço:

Audição Gratuita de CD de Transmissão de Christine Day, Fundadora de Frequências de Brilho

II Encontro em Fortaleza: 24/05/2011

Local: Centro de Desenvolvimento Humano (CDH) - Rua Marxcondes Pereira, 1266

Horário: de 19h45 às 21h30

Inscrições gratuitas: 32571357 (CDH)

Maiores Informações: Carmen Paula Menezes – 8695.9465

Paula Guimarães – 9955.8087

Jornalista Responsável: Ana Karla Dubiela

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Hora-Ação - A oração em ação

Texto de uma amiga e terapeuta comunitária que nos leva a refletir: boa reflexão!!!!“

Hora-ação
Há pensamentos que são orações. Há momentos nos quais, seja qual
for a posição do corpo, a alma está de joelhos” (Victor Hugo)

Inicio este artigo citando o visceral poema do filósofo francês Victor
Hugo para que, ao desenvolver o texto, possa, antes de tudo, me
colocar em sintonia com a triste realidade que tinge de vermelho nossa
nação verde-amarelo, e, também, em condescendência pela dor da
humanidade diante da desumana situação a que nos encontramos
como seres da mesma espécie, separados apenas por um Rio, em 08
de abril.
Em contrapartida, se minh´alma ou noss’alma se encontram de
joelhos em triste respeito à dura realidade, nossas mentes em prece nos
invocam à magna tarefa de nos reconciliar com o poder criador de
novas realidades, haja vista que toda realização de nossos anseios
foram sementes, que se iniciaram, antes, dentro do universo particular
de intenções de cada indivíduo, e, a posteriori, expressos em realidades
ampliadas.
Não por acaso escolho o poeta filósofo do século XIX, pois ele
desejava mudar a sociedade, mas não mudar de sociedade. Nesse
sentido, o tópico da reflexão aqui é: O que devemos alcançar? Qual
será nosso importante papel no nascimento de uma nova civilização?
Diferentes pesquisadores, antropólogos, psicólogos, espiritualistas e
muitos outros “ólogos” e “istas” têm alertado para que a humanidade
não se intimide com os obstáculos que até mesmo os meios midiáticos
propagam. Isso porque, ao contrário do que possa parecer, uma
corrente de consciência cósmica universal se encontra em franca
expansão, apesar do equívoco da grande mídia em propagar a
violência e o medo como eleição de marketing, em detrimento ao elo
de fraternidade que vem sendo fortalecido com a luta aos obstáculos,
como parte e essência de vida.
Assim, Deus nos treina para substituirmos as imagens que não
queremos por imagens que queremos.
A prece quântica pressupõe que você aceite imediatamente a
ideia de que está se dispondo a ser curado e a resolver o que quer que
seja. Do ponto de vista da cabala, não é Deus que atende às nossas
preces, Ele já nos deu tudo. Somos nós quem atendemos nossas próprias
preces estando decididos a nos livrar de algo quando nos dispomos a
pagar o preço que está envolvido na mudança. Do ponto de vista do
catolicismo, a passagem bíblica da multiplicação dos pães nos ensina
que "todos temos o alimento", é preciso, apenas, nos organizarmos,
como nos diz o padre rio-pretense Marcelo, da paróquia do Jardim
Maria Lúcia.
Portanto, penso que orar tem relação direta com a ação. Implica
sair de um lugar disfuncional – ainda que cômodo – em direção a outro
não tão cômodo, porém funcional. Esse trânsito pressupõe
planejamento e mudança de atitude.
Reforçamos, aqui, a importância da mudança de atitude como
chave mestra perante o que não está bom. Seja pela atitude de fé em
conexão com a espiritualidade e com a inteligência coletiva – além de
si mesmo –; seja pela atitude de fé em si em conexão com a força que
pode ser ativada dentro de cada ser humano. Quando o físico, o
mental e o sutil se unem em postura de superação nos comprometemos
com a construção de uma nova realidade.
Oremos, a hora é agora!

Renata Terruggi
Psicóloga Corporal e Sistêmica
Contato (17) 3011 9068
www.comunidadededestino.com.br

segunda-feira, 18 de abril de 2011

O auto-conhecimento na Terapia Comunitária

Hoje pensava que a terapia Comunitária pode e deve ser lida de muitas formas, não de uma só. Ou seja, ela é uma estratégia pela qual a história de vida de cada um, de cada uma, se torna uma história entre muitas, diferente de todas, mas entretecida com todas. É singular, mas se parece com todas elas. Isto pode parecer um paradoxo, mas é isto o que acontece quando você começa a trabalhar a sua história de vida na terapia Comunitária.

A sua vida, que lhe parecia tão diferente de todas, já tão marcada que não poderia mais ser refeita, é uma vida que pode ser moldada de novo, de acordo com a sua vontade, com a sua decisão de ser feliz, de ser um vencedor ou uma vencedora, de traçar o seu próprio destino e, enfim, de ser você mesmo ou você mesma, a pessoa que é você, e não a que você achava que era ou a que aos outros poderiam querer que você fosse. Neste mergulho em nós mesmos, neste começar a saber quem somos, e a nos livrarmos de culpas e preconceitos (a melhor coisa que a alguém pode lhe ocorrer), começa a entrar ar na nossa vida, começamos a respirar de novo.

Muitas vezes tenho percebido como a nossa vida começa a mudar para melhor desde o momento em que passamos a nos integrar na teia da terapia, na teia da vida. A gente começa a ser mais autônomo, e é um processo crescente, um processo no qual vamos nos alimentando das nossas próprias riquezas interiores, as nossas pérolas. E quando nos encontramos num ambiente de simplicidade, sem estardalhaços, novos mergulhos, mais aprofundamento na vida interior, na solidariedade que nos une e que nos projeta, de maneira muito simples e eficiente, como agentes ativos na trama da vida, na construção de um mundo melhor que começa em cada um de nós.

O auto-conhecimento na Terapia Comunitária

Hoje pensava que a terapia Comunitária pode e deve ser lida de muitas formas, não de uma só. Ou seja, ela é uma estratégia pela qual a história de vida de cada um, de cada uma, se torna uma história entre muitas, diferente de todas, mas entretecida com todas. É singular, mas se parece com todas elas. Isto pode parecer um paradoxo, mas é isto o que acontece quando você começa a trabalhar a sua história de vida na terapia Comunitária.

A sua vida, que lhe parecia tão diferente de todas, já tão marcada que não poderia mais ser refeita, é uma vida que pode ser moldada de novo, de acordo com a sua vontade, com a sua decisão de ser feliz, de ser um vencedor ou uma vencedora, de traçar o seu próprio destino e, enfim, de ser você mesmo ou você mesma, a pessoa que é você, e não a que você achava que era ou a que aos outros poderiam querer que você fosse. Neste mergulho em nós mesmos, neste começar a saber quem somos, e a nos livrarmos de culpas e preconceitos (a melhor coisa que a alguém pode lhe ocorrer), começa a entrar ar na nossa vida, começamos a respirar de novo.

Muitas vezes tenho percebido como a nossa vida começa a mudar para melhor desde o momento em que passamos a nos integrar na teia da terapia, na teia da vida. A gente começa a ser mais autônomo, e é um processo crescente, um processo no qual vamos nos alimentando das nossas próprias riquezas interiores, as nossas pérolas. E quando nos encontramos num ambiente de simplicidade, sem estardalhaços, novos mergulhos, mais aprofundamento na vida interior, na solidariedade que nos une e que nos projeta, de maneira muito simples e eficiente, como agentes ativos na trama da vida, na construção de um mundo melhor que começa em cada um de nós.

terça-feira, 22 de março de 2011

Perdão: passaporte para a liberdade

Em uma das rodas de TCI o tema foi sobre a dificuldade de uma participante em aceitar as mudanças na sua vida. Porém, o tema apresentado é apenas o tema aparente, o que a pessoa consegue falara. Por trás deste há o tema latente, aquele que não é dito “na lata”, de imediato, seja por resistência (mecanismo de defesa inconsciente) ou por simples vontade de não se expor. Fazendo perguntas descobrimos que a dificuldade da participante em aceitar o novo, o diferente, em sua vida iniciou, conforme ela nos contou, numa experiência do passado. Com algumas perguntas que o grupo fez, chegou-se ao tema latente a dificuldade de perdoar alguém do passado.
Ao lançar o mote perguntei a ela: Você gostaria de ouvir sobre a dificuldade em lidar com as mudanças ou em vivenciar o perdão. Imediatamente ela disse: minha maior dificuldade é perdoar. Então lancei o mote: Quem já teve dificuldade em perdoar e depois conseguiu e como se sentiu? Silêncio total!
As participantes que falaram apenas se identificavam com o tema, todos apresentavam a mesma dificuldade. Quando todos numa roda de TC vivenciam o mesmo problema fica difícil trabalhar o tema por identificação, temos que apelar para a criatividade. Como NENHUM dos 25 participantes superou o problema eu contei um caso, um exemplo de superação, de alguém que conseguiu perdoar e não ficou na beira da estrada vendo a vida passar.
A falta do perdão obstrui a vida e a pessoa não consegue “sair do lugar". Por medo do desconhecido se priva de seguir no caminho e descobrir o que há depois da curva. A resistência dela em acolher o novo, as novidades da vida é fruto do medo de se ferir novamente e não conseguir outra vez perdoar. O perdão pode ser um passaporte para a liberdade e a experiência do novo.

sábado, 12 de março de 2011

Somos como pipocas numa roda de Terapia Comunitária

A Terapia Comunitária Integrativa (TCI) é como uma panela aquecida e nós, o milho que começaria a pipocar. Na nossa roda de TCI aconteceu mais ou menos isso. Uma pessoa disse: "Eu sempre fui rejeitada pelos meus pais...minha mãe deixou meu pai, depois eles arrumaram outros parceiros e ninguém nunca me deu carinho...ainda hoje eu sou muito carente".
Quando eu perguntei ao grupo quem havia recebido carinho de menos, foi um monte de pipoca estourando na terapia. Muitos queriam falar e sei que todos tinham o que contar. Um rapaz foi criado sem o pai, que fazia falta, mas ele passou a valorizar o que ele tinha: o amor da família materna e não o que faltava.
Outra participante contou que sua mãe fora embora de casa quando ela tinha 6 meses e foi criada por madrastas, avós, madrinhas. Depois ela disse: "eu dei para os meus filhos todo o amor que eu não recebi". Falamos sobre sua resiliência, a capacidade de transformar carencia em competência.
Uma terceira fora adotada e disse que nunca recebeu amor como as irmãs, filhas legítimas. Nós ressaltamos o fato de ela ter sido amada duas vezes, pela mãe que lhe deu a vida e quis proporcionar lhe uma vida melhor e pela mãe adotiva que a escolheu como filha, para amar.
Outra contou que a mãe nunca lhe deu um abraço: "ela esqueceu até do meu aniversário. Mas este ano ela me ligou e disse que me amava". Três mulheres falaram das preferências de sua mãe ou pai por outros filhos que não elas. Uma senhora, com mais de 60 anos, emocionou-se ao lembrar que sua mãe:"até no leito de morte, amou mais o meu irmão que a mim, que sempre estive ao seu lado".
Ao final eu agradeci a pessoa que trouxe o tema, pois nos deu a oportunidade de refletirmos sobre nossas carências. Todos temos um buraco, uma falta dentro de nós, todos sem exceção! A TCI traz à luz o que está escondido para identificarmos o buraco (a falta). Descobrimos, na TCI, que outros tem uma ferida parecida. Há sempre outra pipoquinha, com a mesma dor, estourando na panela.
Se você quiser saber mais sobre a nossa roda em Brasília: http://terapiacomunitariapsicanalise.blogspot.com/

terça-feira, 8 de março de 2011

Práticas Inovadoras em Políticas Públicas

Psicólogos(as),

O CFP disponibiliza à categoria textos de Práticas Inovadoras realizadas por psicólogo na Atenção Básica à Saúde, no Sistema Prisional e no campo das DST/aids.

Para conhecer as experiências inovadoras, acesse os links abaixo.

Práticas Inovadoras em Psicologia na Atenção Básica à Saúde

http://crepop.pol.org.br/novo/908_praticas-inovadoras-em-psicologia-na-atencao-basica-a-saude

Práticas Inovadoras no Sistema Prisional

http://crepop.pol.org.br/novo/893_praticas-inovadoras-no-sistema-prisional

Práticas Inovadoras em Políticas Públicas – DST e aids

http://crepop.pol.org.br/novo/369_praticas-inovadoras-em-politicas-publicas-dst-e-aids

Fonte: http://crepop.pol.org.br/novo/cat/publicacoes/praticas-inovadoras

Prefeitura de Guaxupé inova e forma primeira turma do curso de Terapia Comunitária


Há quase um ano a Prefeitura de Guaxupé trouxe para a cidade o curso de Terapia Comunitária. Uma aposta da atual administração com um objetivo muito simples e ao mesmo tempo muito ousado: capacitar gente para ouvir gente. É claro que isso é uma definição muito simplificada e até pequena diante da grandiosidade do projeto. A definição de Terapia Comunitária é bem mais complexa do que isso: “é uma abordagem terapêutica em grupo com a finalidade de promover a atenção primária em saúde mental. É um espaço de partilha de sofrimentos e descobertas, privilegiando o saber e a competência, construídos pelas experiências de vida do indivíduo, da família e da comunidade. Estimula o grupo a consolidar vínculos e “empoderar-se”.

De forma prática, a Terapia Comunitária é um instrumento de transformação de vidas, especialmente de vidas em estado de vulnerabilidade, seja social ou emocional e não necessita da intermediação de um psicólogo. O curso foi composto por 4 módulos, com uma carga horária de 160 horas de teoria e vivências, 120 horas de práticas em Terapia Comunitária e 80 horas de Intervisão. Na noite da sexta-feira, 26 novos terapeutas comunitários se formaram.
A cerimônia aconteceu no Teatro Municipal e foi marcada por depoimentos emocionantes e pela empolgação de todos ao apresentar resultados impressionantes como a diminuição e até a interrupção do uso de medicamentos de pessoas que participam de algum dos 8 grupos que a cidade já conseguiu formar.
Todos os alunos, hoje terapeutas, são unanimes em destacar a mudança que a participação no curso promoveu em suas vidas e que todos têm um novo olhar sobre o valor da conversa, sobre o valor de se compartilhar a vida com outras pessoas e especialmente do valor de se implantar vários núcleos de terapia comunitária em toda a cidade.
Uma máxima da Terapia Comunitária é essa partilha de experiências e a certeza de que a maioria dos problemas de saúde decorrem de problemas emocionais que podem ser minimizados ou eliminados com um bom desabafo em um ombro amigo.
Tudo parece muito simples, mas nada é simples no começo e foi preciso muita coragem para que o curso fosse ofertado de forma gratuita em Guaxupé. A Secretária de Desenvolvimento Social fez questão de destacar exatamente esse compromisso do Prefeito Roberto Luciano em revolucionar a administração pública trazendo as pessoas para o centro das atenções e dos esforços públicos. Segundo ela a Terapia Comunitária veio somar esforços para consolidar essa nova realidade da Assistência Social: “As políticas sociais ajudam materialmente e durante um intervalo de tempo. Mas a questão humana, pessoal, da vida não. A TC vem resgatar o real sentido da solidariedade e da vida em comunidade. O importante é fortalecer a autoestima da pessoa, e criar uma rede social que apoia o seu crescimento e desenvolvimento pessoal, profissional e social.”
O Prefeito Roberto Luciano lembrou que a depressão e a angústia foram considerados mal do século o que torna ainda mais importante o trabalho dos terapeutas comunitários que bem definiu o prefeito, pessoas de boa vontade, desprendidas que querem ajudar o outro e que é fundamental o trabalho de multiplicação desses núcleos de terapia: “Essa ação reflete o que a gente acredita ser uma família, uma comunidade e uma cidade mais feliz”.
Os mais diferentes profissionais frequentaram o curso: profissionais da área da saúde, assistentes sociais, educadores, lideranças comunitárias, mas fundamentalmente todas são pessoas com habilidades para lidar com grupos, pessoas sensíveis ao sofrimento do outro e interessadas em desenvolver trabalhos comunitários e dar sua contribuição para a melhoria da qualidade de vida de muitas famílias.
A Terapia Comunitária teve sua efetividade comprovada pelo SUS e será adotada nas Unidades Básicas de Saúde. Nesse sentido Guaxupé está um passo à frente da maioria dos municípios brasileiros e a previsão é que em breve, uma nova turma para o curso será aberta e com mais profissionais capacitados, mais comunidades serão beneficiadas.
O curso foi ministrado por 4 especialistas: Profª. Mari E. L. Teixeira, Profª Doralice Otaviano , Profª Ana Paula Cascarani e Profª Maria Vitória Paiva .